Jorginho converte 13 de 17 cobranças em disputas de pênaltis
A defesa de Fernando Muslera na semifinal da Libertadores encerrou uma sequência de 12 acertos do volante pelo Flamengo; durante os jogos, ele marcou 52 de 60 vezes.
Resumo em 30 segundos
Jorginho acertou 13 das 17 cobranças que fez em disputas de pênaltis, aproveitamento de 76,5%. A falha diante do Estudiantes foi a mais recente e interrompeu uma sequência de 12 conversões pelo Flamengo. Durante partidas, incluindo prorrogações, o volante converteu 52 de 60 pênaltis, ou 86,7%.
Jorginho converteu 13 das 17 cobranças que fez em disputas de pênaltis, aproveitamento de 76,5%, segundo levantamento de suas partidas profissionais. A mais recente falha ocorreu na quinta-feira, 22, quando o goleiro Fernando Muslera defendeu sua cobrança e ajudou o Estudiantes a eliminar o Flamengo da semifinal da Libertadores, no Maracanã. Durante os jogos, incluindo prorrogações, o volante tem rendimento maior: marcou 52 vezes em 60 tentativas, ou 86,7%.
O levantamento considera 77 pênaltis batidos em competições oficiais profissionais e registra 65 gols e 12 erros. A diferença entre os índices dos dois tipos de cobrança é de 10,2 pontos percentuais, mas o recorte de desempates é menor e inclui conversões importantes. Cinco dias antes de perder na final da Euro, em 2021, por exemplo, Jorginho marcou contra a Espanha e ajudou a Itália a avançar.
A defesa de Muslera encerrou uma sequência de 12 acertos de Jorginho pelo Flamengo. Três haviam sido em disputas: contra Atlético-MG e Estudiantes, em 2025, e diante do Fluminense, em 2026. O gol marcado contra o Paris Saint-Germain na final do Intercontinental foi durante a partida; substituído, o jogador não participou da disputa por pênaltis.
Antes de Muslera, Buffon, Ederson e Pickford haviam defendido cobranças de Jorginho em desempates. Os três episódios ocorreram em finais: a Supercopa da Itália de 2014, entre Napoli e Juventus; a Copa da Liga Inglesa de 2019, entre Chelsea e Manchester City; e a decisão da Euro de julho de 2021. O erro contra Buffon não impediu o Napoli de vencer a Juventus. Na final europeia, Jorginho perdeu a chance de encerrar a decisão, mas Donnarumma defendeu a cobrança de Saka e garantiu o título italiano.
Pelo Chelsea, o volante também errou em disputas que terminaram em derrota para o clube. Em 2022, porém, converteu pênaltis durante as finais da Copa da Liga e da Copa da Inglaterra, ambas contra o Liverpool. O histórico mostra que as falhas não se repetem em todas as decisões: em 17 cobranças de desempate, ele acertou 13.
O recorte da seleção italiana concentra quatro erros consecutivos, em dez cobranças, incluindo desempates. Jorginho perdeu na final da Euro contra a Inglaterra, desperdiçou duas tentativas diante da Suíça pelas Eliminatórias da Copa de 2022 e falhou contra a Macedônia do Norte na classificação para a Euro de 2024. Entre esses jogos, houve conversões por seus clubes.
As duas cobranças contra os suíços ocorreram em empates que prejudicaram a busca da Itália pela classificação direta ao Mundial. Em setembro de 2021, Sommer defendeu o pênalti no 0 a 0; em novembro, Jorginho chutou por cima no empate por 1 a 1. A seleção terminou na repescagem e foi eliminada pela Macedônia do Norte. Em novembro de 2023, o volante voltou a perder um pênalti contra os macedônios, mas a Itália venceu por 5 a 2.
Um pênalti defendido também pode terminar em gol: em 2017, Scuffet parou a cobrança de Jorginho pelo Napoli contra a Udinese, mas o brasileiro aproveitou o rebote e marcou o gol da vitória por 1 a 0. A estatística registra a cobrança como erro, embora a jogada tenha decidido a partida.