Mateus Simões chega ao primeiro turno com 4% em Minas Gerais
Pesquisas Quaest e Datafolha apontam Cleitinho Azevedo com 54% dos votos válidos e mostram Simões distante da disputa pela reeleição.
Resumo em 30 segundos
Mateus Simões aparece com 4% dos votos válidos em pesquisas Quaest e Datafolha divulgadas antes do primeiro turno em Minas Gerais. Cleitinho Azevedo lidera com 54% e pode vencer a disputa neste domingo. Os levantamentos também mostram cenários distintos para candidatos apoiados por governadores no Paraná, Rio Grande do Sul, Pará e Goiás.
Pesquisas Quaest e Datafolha divulgadas na véspera do primeiro turno indicavam Mateus Simões (PSD), governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, com 4% dos votos válidos. O resultado o deixava distante do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que liderava com 54% e tinha possibilidade de vencer a disputa já neste domingo, 4 de outubro, segundo os levantamentos.
Simões assumiu o governo mineiro em abril, após a renúncia de Romeu Zema (Novo), de quem era vice, para concorrer à Presidência. Antes, ele havia sido secretário-geral da administração estadual. Mesmo com a experiência no governo e o maior tempo de televisão, o candidato do PSD não conseguiu reduzir a distância para Cleitinho nas pesquisas divulgadas antes da votação.
O deputado federal Patrus Ananias (PT), apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aparecia com 23%. Simões também estava em empate técnico com Flávio Roscoe (PL), apoiado no estado pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). A margem de erro indicada para os levantamentos era de dois pontos percentuais para mais ou para menos. As pesquisas apontavam ainda alto índice de desconhecimento do governador entre os eleitores mineiros.
Durante a campanha, Simões tentou associar sua candidatura às realizações da gestão de Zema, da qual participou. Na reta final, passou a criticar Cleitinho e sinalizou que, em um eventual segundo turno, apoiaria a candidatura de Flávio Bolsonaro em Minas. A declaração foi feita em 21 de setembro, durante debate na Record. A estratégia buscava atrair eleitores de direita que apoiam o senador do Republicanos.
Zema, governador por dois mandatos e candidato à Presidência pelo Novo, esteve no estado ao menos cinco vezes durante a campanha, mas não apareceu ao lado de Simões nessas visitas. Ele concentrou compromissos em São Paulo, para onde se mudou no início de agosto. As duas campanhas atribuíram a ausência de agendas conjuntas a divergências de agenda.
O quadro mineiro contrastava com o de Goiás, onde Ronaldo Caiado (PSD) tinha um aliado bem posicionado para sucedê-lo. O candidato Daniel Vilela (MDB) registrava 57% na Quaest, contra 20% do senador Wilder Morais (PL) e 18% do ex-deputado federal Marconi Perillo (PSDB). Caiado deixou compromissos ligados à campanha presidencial para se dedicar à eleição estadual e também tenta eleger sua mulher, Gracinha Caiado (União), para o Senado.
As pesquisas divulgadas antes do pleito mostravam cenários variados entre outros governadores que apoiavam candidatos à sucessão. No Paraná, Sandro Alex (PSD), ex-secretário estadual apoiado pelo governador Ratinho Junior (PSD), aparecia com 29%, em empate técnico com Requião Filho (PDT), que tinha 27%. O senador Sergio Moro (PL) liderava com 43%. Ratinho Junior participou de programas eleitorais e agendas do aliado e se licenciou do governo 15 dias antes do primeiro turno para intensificar a campanha.
No Rio Grande do Sul, o vice-governador Gabriel Souza (MDB), apoiado por Eduardo Leite (PSD), tinha 12% na Quaest e, segundo a pesquisa, deveria ficar fora do segundo turno. O deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) aparecia com 52%, seguido pela ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT), com 35%. Juliana é coligada ao PT, que indicou o candidato a vice na chapa.
No Pará, a governadora Hana Ghassan (MDB), apoiada pelo ex-governador Helder Barbalho (MDB), também enfrentava uma disputa desfavorável, conforme a Quaest. Ela registrava 40%, enquanto Dr. Daniel (Podemos), ex-prefeito de Ananindeua, aparecia com 57%. Helder concorre ao Senado.
Os levantamentos retratavam a dificuldade de alguns governadores para transferir apoio a candidatos aliados, mas também mostravam diferenças entre os estados. No Paraná, a presença de Ratinho Junior ajudou Sandro Alex a se aproximar de Requião Filho; no Rio Grande do Sul, Gabriel Souza aparecia atrás de Zucco e Juliana Brizola. Em Minas, Simões tentava se distanciar da rejeição ou do desconhecimento e conquistar eleitores de direita, enquanto Cleitinho mantinha ampla vantagem nas pesquisas.
A votação deste domingo define se as disputas para governador serão decididas no primeiro turno ou seguirão para uma nova rodada. Quando nenhum candidato obtém mais da metade dos votos válidos, os dois mais votados disputam o segundo turno. A eleição também escolhe presidente, senador, deputado federal e deputado estadual.