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Domingo, 18 de outubro de 2026

María Corina Machado prepara retorno à Venezuela e cobra eleições

A opositora defende votação presidencial em 2027 e pede a renovação do Conselho Nacional Eleitoral e do Tribunal Supremo de Justiça.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: María Corina Machado fala em um evento público diante de uma plateia. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: María Corina Machado fala em um evento público diante de uma plateia.
Resumo em 30 segundos

María Corina Machado afirmou que prepara uma nova tentativa de voltar à Venezuela e defendeu eleições presidenciais em 2027. Ela pediu a renovação do Conselho Nacional Eleitoral e do Tribunal Supremo de Justiça e a definição rápida de uma data para a votação. A dirigente quer ampliar o debate sobre a transição para além das lideranças políticas.

María Corina Machado afirmou que prepara uma nova tentativa de voltar à Venezuela e defendeu a realização de eleições presidenciais em 2027. Em entrevista na Cidade do Panamá, ela disse que uma transição democrática deve incluir a renovação do Conselho Nacional Eleitoral e do Tribunal Supremo de Justiça, além da definição de uma data para a votação.

A ida à Venezuela seria a oitava tentativa de retorno da dirigente oposicionista, que se encontra fora do país. Ela afirmou que pretende contribuir para um “grande acordo nacional” e levar a discussão sobre a transição à sociedade venezuelana, em vez de restringi-la a negociações entre lideranças políticas. Não informou quando tentará voltar.

Machado pediu que os integrantes da mesa de negociação cumpram a tarefa de escolher novos integrantes para os dois órgãos. Na avaliação dela, o Conselho Nacional Eleitoral deve ser composto, conforme a Constituição venezuelana, por pessoas íntegras e sem vínculos políticos. Ela defendeu o mesmo critério para o Tribunal Supremo de Justiça e pediu que a data das eleições seja estabelecida rapidamente.

A dirigente apresentou a definição do calendário eleitoral como uma prioridade política. “A data da eleição é a data da libertação”, afirmou. Também disse que a sociedade venezuelana está preparada para uma disputa e que a oposição deve seguir caminhos cívicos e democráticos.

A proposta de eleições em 2027 aparece em um cenário de transição política após a saída de Nicolás Maduro, mencionada por Machado na entrevista. Ela afirmou, porém, que a estrutura de poder associada ao governo anterior permanece ativa. Sobre Delcy Rodríguez, que, segundo a entrevista, tem ampliado sua interlocução no governo e no exterior, Machado disse que a oposição está mais unida do que antes e atribuiu a Rodríguez responsabilidade pelo processo que criticou.

Machado disse que sua volta teria como objetivo ajudar a transformar o acordo político em uma discussão nacional, com participação de pessoas em diferentes espaços, como escolas, fábricas e áreas rurais. Afirmou que seu grupo tem propostas, planos e equipes preparados para trabalhar, mas não detalhou quais medidas seriam implementadas nem como ocorreria a participação popular.

Ela também argumentou que a realização de eleições pode ter efeitos para além da política interna. Segundo Machado, um futuro democrático poderia favorecer a estabilidade regional, a integração comercial e o retorno de venezuelanos que vivem no exterior. Afirmou ainda que instituições democráticas e o Estado de Direito seriam necessários para atrair investimentos ao país.

A dirigente relacionou a migração às condições de vida na Venezuela e questionou a possibilidade de adiar a votação. Citou dificuldades enfrentadas por famílias, comerciantes e produtores, incluindo a falta de eletricidade, e disse que a população não deveria ser chamada a esperar sem uma perspectiva concreta de mudança.

Na entrevista, Machado elogiou a atuação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a saída de Maduro. Ela afirmou que a decisão de levar o ex-presidente à Justiça abriu caminho para uma transição e acusou o antigo governo de permitir a atuação de grupos armados e redes ilegais no território venezuelano. As alegações foram apresentadas por Machado; a entrevista não trouxe respostas de representantes do governo venezuelano a essas acusações.

A dirigente também disse que a Venezuela precisa avançar para consolidar as expectativas de mudança e contestou a possibilidade de que os responsáveis pelo período anterior liderem a recuperação do país. Em sua avaliação, a renovação das instituições eleitorais e judiciais, junto com uma data para a eleição presidencial, são condições centrais para dar legitimidade ao processo e permitir que a população participe da definição do futuro político.

Para entender

Conselho Nacional Eleitoral
Órgão responsável por organizar e supervisionar os processos eleitorais na Venezuela. A composição do conselho é um dos pontos centrais da proposta de transição defendida por María Corina Machado.
Tribunal Supremo de Justiça
Instância judicial máxima da Venezuela. Machado defende a renovação de seus integrantes como parte das mudanças institucionais que, na avaliação dela, devem acompanhar a transição política.

Fontes: O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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