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Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Trump compartilha críticas à vencedora do Nobel da Paz de 2026

A publicação de David Schoen acusa Navi Pillay de hostilidade aos Estados Unidos e a Israel; horas antes, ela brincou que dividiria o prêmio com Trump.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Público aplaude uma jurista durante conferência em Nuremberg. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Público aplaude uma jurista durante conferência em Nuremberg.
Resumo em 30 segundos

Donald Trump compartilhou uma publicação de seu advogado David Schoen que critica Navi Pillay, vencedora do Nobel da Paz de 2026, e defende que o presidente americano merecia a honraria. No mesmo dia, durante um congresso jurídico em Nuremberg, a jurista brincou que poderia dividir o prêmio com Trump.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nesta sexta-feira (9), na rede Truth Social, uma publicação que critica a jurista sul-africana Navi Pillay, anunciada como vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026. Horas antes, durante uma conferência jurídica em Nuremberg, na Alemanha, Pillay brincou que poderia dividir a honraria com Trump se recebesse mais aplausos.

A publicação compartilhada foi escrita por David Schoen, advogado de Trump. Ele afirmou que o Comitê Norueguês do Nobel prejudicou a reputação do prêmio ao escolher Pillay e acusou a jurista de demonstrar hostilidade aos Estados Unidos e a Israel. Schoen também criticou o trabalho dela em uma comissão de investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os territórios palestinos ocupados.

No mesmo texto, Schoen defendeu que Trump merecia o Nobel. Citou os Acordos de Abraão, a libertação de reféns mantidos pelo Hamas, os esforços para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia e iniciativas relacionadas ao Irã e à reconstrução de Gaza.

Pillay, de 85 anos, foi reconhecida pelo comitê norueguês por seus esforços em favor da paz e do direito internacional. Ao receber a notícia, durante um congresso de juristas no Palácio de Justiça de Nuremberg, ela disse que, como advogada e juíza, ainda queria confirmar que o anúncio era verdadeiro.

A jurista presidiu a Comissão Internacional de Inquérito Independente da ONU sobre os Territórios Palestinos Ocupados. Em 2025, a comissão concluiu que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza. Israel rejeitou o relatório e o classificou como tendencioso e mentiroso. A Convenção sobre Genocídio define os critérios jurídicos para caracterizar esse crime; a conclusão de uma comissão de investigação não equivale a uma decisão judicial definitiva.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel também criticou a escolha de Pillay. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a premiação legitimava o que chamou de “ódio anti-Israel” e comparou a decisão à propaganda nazista.

A brincadeira de Pillay sobre dividir o prêmio remete à vencedora de 2025, a líder da oposição venezuelana María Corina Machado, que entregou sua medalha a Trump em janeiro. O presidente americano manifestou interesse em receber o Nobel da Paz, mas não foi escolhido neste ano.

Pillay foi a primeira juíza não branca da Suprema Corte da África do Sul, atuou como alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos e integrou o Tribunal Penal Internacional. A entrega oficial do Nobel ocorrerá em Oslo, em 10 de dezembro. A premiação inclui medalha, diploma e US$ 1,2 milhão.

Para entender

Comitê Norueguês do Nobel
O Comitê Norueguês do Nobel é responsável por escolher o laureado com o Prêmio Nobel da Paz. Seus integrantes são nomeados pelo Parlamento da Noruega, e o comitê anuncia a escolha antes da cerimônia de entrega.
Comissão de inquérito da ONU
Comissões de inquérito das Nações Unidas investigam violações e situações de direitos humanos. Suas conclusões são relatórios de investigação e não equivalem, por si só, a uma decisão de um tribunal.

Fontes: Gazeta do Povo, Estadão, Valor Econômico

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