Lula e Flávio Bolsonaro fazem último debate presidencial na Globo
O debate Globo 2026 começa às 21h20, após o Jornal Nacional, com transmissão ao vivo; a eleição para presidente será neste domingo.
Resumo em 30 segundos
Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentam nesta sexta-feira no último debate presidencial antes da votação de domingo. O encontro, mediado por César Tralli, terá quatro blocos, com regras diferentes para a circulação dos candidatos. As campanhas dizem que pretendem priorizar propostas e evitar provocações como as do debate anterior.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) participam nesta sexta-feira do debate da TV Globo, o último encontro entre os candidatos à Presidência antes da votação de domingo. O programa será realizado nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, a partir das 21h20, após o Jornal Nacional, com mediação do jornalista César Tralli. A transmissão será ao vivo pela Globo, GloboNews, g1 e Globoplay.
As duas campanhas planejam ajustar a estratégia depois do primeiro debate, realizado no domingo passado, na Band, que teve ataques e acusações entre os candidatos. Lula pretende evitar responder a provocações e usar o tempo para apresentar realizações de seus governos e propostas para um eventual quarto mandato. Flávio foi orientado a reduzir as provocações, responder diretamente às perguntas e reservar mais espaço para explicar suas propostas.
A preparação de Flávio, conduzida pelo marqueteiro Duda Lima, teve a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele ajudou principalmente na preparação de respostas sobre economia e administração pública. A equipe do senador pretende usar experiências e dados de programas do governo paulista que ele apresenta como referências para uma eventual administração federal. Os ensaios seguem no Rio de Janeiro nesta sexta-feira.
Pablo Marçal, influenciador que participou de treinamentos anteriores, ficou fora desta preparação após causar mal-estar na equipe. Flávio também terá de adaptar sua atuação às regras de circulação no estúdio. No debate da Band, ele caminhou atrás de Lula enquanto o presidente falava e reagiu a suas declarações; desta vez, o candidato que não estiver com a palavra deverá permanecer no púlpito nos três primeiros blocos.
O formato terá quatro blocos de perguntas e respostas e considerações finais. No primeiro, haverá seis rodadas sobre assuntos ligados às regiões do país e um tema nacional prioritário. Cada candidato terá três minutos por rodada, divididos entre pergunta e réplica ou resposta e tréplica. Nos blocos dois e três, os candidatos escolherão temas exibidos no telão e seguirão a mesma dinâmica de tempo.
No quarto bloco, de tema livre, cada candidato terá oito minutos, sem limite de intervenções, e poderá se movimentar pelo próprio lado do cenário. Nos três primeiros, quem estiver falando poderá circular livremente, mas o adversário deverá aguardar em seu púlpito. A regra foi incluída a pedido da campanha de Lula depois da movimentação de Flávio no encontro anterior.
A equipe de Lula, coordenada pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, trabalha para que o presidente mantenha a calma e se concentre na comparação de propostas e realizações. O treinamento inclui a orientação de explicar o que fez no governo e o que pretende fazer, sem prolongar trocas de ironias. A jornalista Olga Curado, que prepara candidatos para debates, também auxilia Lula.
Flávio deve defender a manutenção e o reajuste do Bolsa Família e propor mecanismos para que beneficiários que consigam emprego ou abram um negócio não percam imediatamente o benefício. Sua equipe preparou respostas a possíveis perguntas sobre investigações que envolvem o senador, entre elas suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse” e à relação com o advogado Willer Tomaz, investigado no mesmo inquérito.
O candidato do PL pretende também mencionar suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, e a empresária Roberta Luchsinger. Lula, por sua vez, poderá ser questionado sobre Luchsinger; a estratégia de seus aliados é afirmar que a atuação dela está sob investigação da Polícia Federal, sem entrar em detalhes. As acusações e suspeitas citadas pelas campanhas não equivalem a condenações.
A abertura de sigilos bancários e telefônicos, tema levantado pelos candidatos no debate da Band, também entrou na preparação. Na quinta-feira, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou que a Justiça Eleitoral não deve divulgar esses dados e que a iniciativa cabe aos próprios candidatos. A discussão surgiu durante uma troca de acusações de corrupção e levou as campanhas a tratarem publicamente de condições para a divulgação das informações.
A emissora não fará checagem de declarações ao vivo na televisão. As verificações serão publicadas durante o programa na página Fato ou Fake, do g1. O formato combina perguntas entre os candidatos e tempos definidos para resposta e réplica; nos três primeiros blocos, a circulação fica limitada ao candidato que está falando, enquanto o bloco final permite movimentação de cada participante em seu lado do cenário.