Pular para o conteúdo
Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Lula aceita condições de Flávio para abrir sigilos com contrapartidas

A proposta prevê incluir dados de Marcola e de pessoas e empresas ligadas ao senador; a defesa de Flávio condicionou a abertura de sigilos bancário e telefônico.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Público acompanha ato de campanha em Belo Horizonte. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Público acompanha ato de campanha em Belo Horizonte.
Resumo em 30 segundos

Lula afirmou que aceita as condições apresentadas por Flávio Bolsonaro para a abertura de sigilos, desde que a proposta inclua dados de pessoas e empresas ligadas ao senador. A defesa de Flávio citou Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. A discussão também envolve a Alcazar Holdings, cuja relação com o senador foi questionada pela campanha de Lula.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (21), em um ato de campanha em Belo Horizonte, que aceita as condições apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro para a abertura de sigilos, mas quer que a medida inclua dados de pessoas e empresas ligadas ao adversário. Flávio declarou que concorda com a quebra de seus sigilos bancário e telefônico se Lula também autorizar a divulgação de informações do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

“Essa semana eu pedi para o Flávio abrir sigilo. Hoje ele inventou um monte de mentiras e trucou 6. Eu vou meter um 9 na cara dele amanhã”, disse Lula. Em seguida, afirmou que o senador “não tem nenhuma carta boa, só tem mentira” e usou referências ao jogo de truco para dizer que considera falsas as cartas do adversário.

Mais cedo, o senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Lula, declarou que o presidente não se opõe às condições de Flávio, desde que a proposta inclua todas as contrapartidas. Santana também questionou a exclusão da Alcazar Holdings da prestação de contas apresentada pelo senador ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na petição encaminhada ao TSE, a defesa de Flávio afirmou que ele não é sócio, administrador nem beneficiário da Alcazar Holdings e, por isso, não apresentou extratos bancários da empresa. Santana disse que a holding tem como único sócio o advogado Willer Tomaz, a quem descreveu como amigo próximo do senador. Tomaz e Flávio são investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de lavagem de dinheiro.

A troca de propostas ocorre após Lula desafiar Flávio, durante o debate da TV Band no domingo (18), a divulgar seus sigilos. Na terça-feira (20), o presidente apresentou ao TSE um pedido para que os sigilos dele e de familiares sejam abertos para investigação. A defesa do senador respondeu aceitando a medida sob condições, entre elas a inclusão dos registros de Marcola.

A quebra de sigilo é uma autorização para acessar informações que, em condições normais, são protegidas por confidencialidade. No caso bancário, os dados podem incluir movimentações e saldos; o sigilo telefônico pode abranger registros de chamadas, enquanto dados telemáticos se referem a atividades em serviços e dispositivos digitais. A proposta discutida pelos candidatos envolve a divulgação de informações pessoais e empresariais, mas as declarações citadas não detalham quais categorias de dados seriam abrangidas.

Fontes: Gazeta do Povo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também