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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Camilo Santana diz que Lula não rejeita condições de Flávio

A campanha de Lula deve responder ao TSE às 11h de quinta-feira; Flávio condicionou a abertura dos sigilos a informações sobre o presidente e o governo.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Documentos eleitorais sobre uma mesa em ambiente institucional. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Documentos eleitorais sobre uma mesa em ambiente institucional.
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Camilo Santana afirmou que Lula não se opõe às condições apresentadas por Flávio Bolsonaro para abrir os sigilos. A campanha petista deve formalizar sua resposta no TSE às 11h de quinta-feira. Flávio propôs divulgar dados bancários, fiscais e telefônicos dos últimos 20 anos, em troca de informações sobre Lula, pessoas próximas e o governo federal.

O senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quarta-feira, 21, que o presidente não se opõe às condições apresentadas por Flávio Bolsonaro para autorizar a quebra de sigilos. A campanha petista deve protocolar sua resposta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 11h desta quinta-feira.

Flávio declarou em petição ao TSE que aceita divulgar seus sigilos bancário, fiscal e telefônico referentes aos últimos 20 anos, mas condicionou a medida à divulgação de informações sobre pessoas próximas a Lula e dados do governo federal. A proposta inclui pedidos relacionados a familiares do presidente, gastos e agendas oficiais, além de registros de visitas e reuniões.

Santana disse que Lula responderá formalmente ao documento e que Flávio teria até as 11h de quinta-feira para aceitar os termos do acordo ou não. O senador afirmou que a campanha considera uma manobra as condições apresentadas pelo adversário, embora diga não se opor a elas.

O ponto que, segundo Santana, causou estranheza foi a retirada da empresa Alcazar da relação de pessoas jurídicas cuja quebra de sigilo foi sugerida pela campanha de Lula. A empresa pertence ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. O senador é apontado em investigação da Polícia Federal como suposto “usuário master” de uma conta da Alcazar.

A quebra de sigilo permite que dados protegidos, como movimentações bancárias, informações fiscais e registros telefônicos, sejam acessados ou divulgados nos limites autorizados. No caso apresentado por Flávio, a autorização proposta abrange os últimos 20 anos e depende de contrapartidas envolvendo Lula, pessoas ligadas a ele e informações da administração federal.

A iniciativa ocorre após Lula desafiar Flávio, durante um debate, a abrir os sigilos. Na terça-feira, a campanha do presidente havia protocolado no TSE uma autorização para divulgar dados bancários, fiscais e telefônicos de Lula e de familiares, condicionada à concordância de Flávio em fazer o mesmo com seus próprios dados e os de pessoas próximas.

A petição de Flávio também inclui pedidos de informações sobre despesas do cartão corporativo da Presidência e agendas e registros de acesso a prédios oficiais. Entre os nomes e instituições citados estão familiares do presidente, o Instituto Lula e pessoas que, segundo o documento, têm relação com o governo ou com o entorno de Lula.

O TSE recebeu as manifestações das campanhas no contexto da disputa presidencial. A resposta de Lula, prevista para quinta-feira, deverá formalizar a posição do presidente sobre as exigências apresentadas por Flávio.

Para entender

Tribunal Superior Eleitoral
O TSE é o órgão máximo da Justiça Eleitoral brasileira. Entre suas atribuições estão organizar e fiscalizar as eleições e julgar questões relacionadas à disputa eleitoral.

Fontes: Estadão, Zero Hora, Gazeta do Povo

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