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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Jafar Panahi é condenado a cinco anos e um mês de prisão no Irã

A sentença também determina o confisco de bens e restringe por dois anos as viagens e o uso de redes sociais; as acusações não foram divulgadas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Tribunal vazio, com uma cadeira diante da bancada do juiz. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Tribunal vazio, com uma cadeira diante da bancada do juiz.
Resumo em 30 segundos

O cineasta iraniano Jafar Panahi foi condenado à revelia a cinco anos e um mês de prisão por um Tribunal Revolucionário de Teerã. A decisão prevê ainda o confisco de seus bens e restrições por dois anos a viagens e redes sociais. O diretor brasileiro Kleber Mendonça Filho lamentou a condenação.

O cineasta iraniano Jafar Panahi foi condenado à revelia a cinco anos e um mês de prisão por um Tribunal Revolucionário de Teerã, no Irã. A decisão também determina o confisco de seus bens e impõe restrições por dois anos ao uso de redes sociais e a viagens, segundo o advogado do diretor, Mostafa Nili.

As acusações que levaram à sentença não foram divulgadas. Nili afirmou que soube da decisão ao comparecer ao escritório de execução de sentenças da Promotoria de Cultura e Imprensa, depois de Panahi relatar, na semana passada, que suas contas bancárias haviam sido bloqueadas.

O advogado disse que o cineasta voltou ao Irã durante a guerra de Israel e dos Estados Unidos contra a República Islâmica, iniciada em 28 de fevereiro. Não está claro se Panahi continua no país. Segundo Nili, há outros três processos judiciais pendentes contra o diretor.

Um tribunal iraniano rejeitou, em junho, o recurso de Panahi contra uma sentença de um ano em um dos casos, relacionado a acusações de “propaganda” contra o Irã. Em 2010, ele já havia sido condenado por “propaganda contra o sistema” e recebeu uma pena de seis anos de prisão. Ficou detido por dois meses e foi libertado após o pagamento de fiança.

Naquele ano, as autoridades também o proibiram de fazer filmes por 20 anos e de deixar o país, após seu apoio a manifestações antigovernamentais e a realização de obras críticas ao Irã. Em 2022, Panahi foi preso durante um protesto de cineastas e libertado sete meses depois.

O diretor brasileiro Kleber Mendonça Filho comentou a condenação nas redes sociais. “Meu querido Jafar. Um forte abraço e saudades do seu amigo Kleber. Que essa injustiça seja reparada o mais rápido possível”, escreveu. Os dois concorreram na temporada de premiações com “Foi Apenas um Acidente”, de Panahi, e “O Agente Secreto”, de Mendonça Filho.

Panahi venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes no ano passado por “Foi Apenas um Acidente”. Na mesma edição, Mendonça Filho recebeu o prêmio de melhor direção, e Wagner Moura foi reconhecido como melhor ator. O brasileiro também filmou com Panahi o curta-metragem “Sul de Teerã”, apresentado no Festival de Cinema de Nova York e na Mostra de São Paulo.

Fontes: O Globo

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