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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Investidores estrangeiros retiram R$ 2,8 bilhões da bolsa após eleição

Investidores institucionais sacaram R$ 3,3 bilhões no mesmo pregão, em que o Ibovespa caiu quase 14% e as empresas do índice perderam R$ 660 bilhões em valor de mercado.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Operadores acompanham o mercado em um pregão da bolsa, diante de telas iluminadas. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Operadores acompanham o mercado em um pregão da bolsa, diante de telas iluminadas.
Resumo em 30 segundos

No primeiro pregão após o segundo turno da eleição, investidores estrangeiros retiraram R$ 2,8 bilhões da bolsa brasileira e institucionais sacaram R$ 3,3 bilhões. Apesar da saída diária, os estrangeiros ainda tinham saldo positivo em outubro e no ano. O mercado seguia em queda na quarta-feira, enquanto investidores reavaliavam suas posições.

Investidores estrangeiros retiraram R$ 2,8 bilhões da bolsa brasileira na segunda-feira (26), primeiro pregão após o segundo turno da eleição presidencial. No mesmo dia, investidores institucionais sacaram R$ 3,3 bilhões, em uma sessão marcada pela queda de quase 14% do Ibovespa e pela perda de cerca de R$ 660 bilhões em valor de mercado das empresas do índice.

Apesar da saída, os investidores estrangeiros ainda acumulam aportes líquidos de R$ 13,3 bilhões em outubro e de R$ 40,7 bilhões no ano. Já os institucionais registram retiradas líquidas de R$ 3,3 bilhões no mês e de R$ 48,1 bilhões em 2026.

Os saques estrangeiros diários, entre R$ 1 bilhão e R$ 3 bilhões, começaram a ganhar volume nos dois pregões anteriores ao segundo turno. O movimento ocorreu enquanto a disputa eleitoral seguia apertada e pode ter refletido a realização de lucros e uma postura mais cautelosa, segundo a análise dos fluxos de mercado.

Na direção oposta, investidores institucionais e pessoas físicas ampliaram aportes nas sessões que antecederam a votação, elevando posições relacionadas à expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro (PL). Após o resultado, esses participantes passaram a ter de ajustar as carteiras.

O mercado continuava sob pressão nesta quarta-feira (28), quando o Ibovespa recuava quase 3%. Fernando Fontoura, sócio-fundador e gestor da Persevera Asset, avaliou que investidores locais não conseguiram reduzir suas posições tanto quanto pretendiam na segunda e na terça-feira, apesar dos ajustes feitos.

“Descobrimos que, na segunda, quem mais cumpriu as suas necessidades de reduzir foram os gringos, e os locais acho que participaram um pouco, mas ficaram mais fora do movimento, esperando, talvez, um 'rebound' [repique], que veio parcialmente ontem, já que a performance das domésticas foi um pouco melhor”, disse Fontoura.

O gestor afirmou que a redução de posições voltou a ser uma prioridade enquanto os investidores reavaliam estratégias e as perspectivas para o quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, a falta de notícias positivas sobre possíveis indicações e sobre a postura do governo também influencia as decisões.

A saída de recursos de estrangeiros em um pregão não elimina, por si só, o saldo positivo acumulado no mês ou no ano. Os dados mostram fluxos líquidos: o resultado entre compras e vendas de ações por cada grupo de investidores. Assim, os estrangeiros podem ter vendido mais do que compraram na segunda-feira e, ainda assim, manter aportes líquidos positivos nos períodos mais longos.

Para entender

Ibovespa
Principal índice de ações da bolsa brasileira, reúne papéis de empresas negociados na B3. Sua variação é usada como referência para acompanhar o desempenho médio de uma carteira teórica de ações, não sendo uma medida direta do valor de todas as empresas do país.

Fontes: Valor Econômico, Gazeta do Povo

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