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Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Intel prevê mercado de PCs fraco até o primeiro semestre de 2027

A previsão acompanha a crise de chips de memória, enquanto a receita de PCs cai 5% e a divisão de centros de dados avança 78%.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Módulos de memória e processadores diante de fileiras de servidores em um centro de dados. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Módulos de memória e processadores diante de fileiras de servidores em um centro de dados.
Resumo em 30 segundos

A Intel estima que a desaceleração do mercado de PCs dure pelo menos até o primeiro semestre de 2027, pressionada pela crise de oferta de chips de memória. Nos resultados mais recentes, a receita da divisão de PCs caiu 5%, enquanto a área de centros de dados cresceu 78%, impulsionada pela demanda por infraestrutura de inteligência artificial.

A Intel prevê que a desaceleração do mercado de computadores pessoais (PCs) continue pelo menos até o primeiro semestre de 2027, em meio à crise de oferta de chips de memória. A avaliação foi apresentada na quinta-feira (29), junto com os resultados fiscais mais recentes da companhia, que apontaram desempenho desigual entre seus negócios de computadores e de centros de dados.

A receita da divisão Client Computing, que reúne produtos voltados a computadores pessoais, foi de US$ 8,1 bilhões no período, queda de 5%. Já a área de Data Center registrou US$ 7,3 bilhões, alta de 78%. A Intel informou que a procura por suas unidades centrais de processamento (CPUs) continua forte e disse confiar nas oportunidades de crescimento de longo prazo.

A empresa tem interesse especial nos chips Xeon, usados principalmente em servidores e estações de trabalho. A demanda por equipamentos que sustentam serviços de inteligência artificial (IA) pode favorecer esse segmento, mesmo com a fraqueza nas vendas de PCs para consumidores. A estratégia aproxima a Intel de uma prioridade também adotada por concorrentes: fornecer componentes de alto desempenho para a infraestrutura de IA.

A crise de memória afeta a oferta e os custos de componentes usados na fabricação de aparelhos. Com isso, os preços dos PCs vêm subindo, enquanto a disponibilidade de modelos básicos e mais baratos diminui. Esses produtos costumam ter margens de lucro menores, o que os torna menos atraentes para as fabricantes em um cenário de custos elevados.

A perspectiva para o fornecimento de memória varia entre as empresas do setor. A SK Hynix estima que o desequilíbrio entre oferta e demanda continue até 2030, enquanto a Samsung aponta 2028 como horizonte para o fim do problema. A Micron avalia que a situação ainda deve piorar. Essas previsões ajudam a explicar por que a Intel considera que a pressão sobre o mercado de eletrônicos de consumo pode se estender além deste ano.

Os resultados da Intel foram recebidos negativamente pelo mercado, e as ações da companhia caíram na quinta-feira (29). A empresa não indicou que abandonará os processadores tradicionais, mas os números mostram a diferença entre o desempenho da divisão ligada aos PCs e o crescimento da área de centros de dados. A procura por infraestrutura de IA pode, assim, ganhar peso nas decisões de produção, enquanto os consumidores enfrentam preços mais altos e menos opções de entrada.

Para entender

Xeon
Xeon é uma família de processadores da Intel voltada principalmente a servidores e estações de trabalho. Esses equipamentos são usados em centros de dados e podem sustentar serviços digitais e aplicações de inteligência artificial.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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