Franco Colapinto pede fim de ataques a pilotos e equipe Alpine
Em apelo nas redes sociais, o argentino afirmou que as ofensas de parte dos fãs prejudicam seu bem-estar e podem afetar sua carreira na Fórmula 1.
Resumo em 30 segundos
Franco Colapinto pediu aos fãs que parem de atacar outros pilotos e integrantes da Alpine nas redes sociais. O argentino disse que as ofensas, intensificadas após abandonos no GP de Singapura e na corrida Sprint, têm efeito contrário ao apoio pretendido e aumentam a pressão sobre ele. A FIA lidera uma iniciativa contra abusos online.
O piloto argentino Franco Colapinto pediu nesta quarta-feira que seus fãs parem de atacar outros pilotos e integrantes da equipe Alpine nas redes sociais. Em uma mensagem publicada no Instagram, ele disse que as ofensas, que alguns torcedores acreditam ser uma forma de defendê-lo, prejudicam seu bem-estar e podem afetar seu futuro na Fórmula 1.
“Sei que vocês acham que estão me defendendo, mas estão causando o efeito contrário”, afirmou Colapinto. Ele agradeceu o apoio recebido, mas pediu que os seguidores não transformem a torcida em críticas ou ataques a colegas, mecânicos, engenheiros e outros profissionais com quem trabalha.
O piloto também associou o fim dos ataques à possibilidade de manter o foco na carreira. “Para que eu possa ter um desempenho melhor, continuar correndo atrás dos meus sonhos e alcançando resultados — somando pontos, inclusive —, preciso que todos vocês me ajudem a dar um basta nisso”, disse.
As manifestações de ódio teriam se intensificado após o Grande Prêmio do Azerbaijão e ganharam força depois dos abandonos de Colapinto na corrida Sprint e no Grande Prêmio de Singapura, no último domingo. Os ataques são atribuídos a uma parcela minoritária de seus fãs, estimada em 10% a 15%. Entre os alvos citados estão outros pilotos, a Alpine, mecânicos e pessoas que os torcedores consideram contrárias ao argentino.
A cobrança de Colapinto se dirige também a quem ataca adversários e integrantes de sua própria equipe em nome de apoiá-lo. Segundo o piloto, esse comportamento tem efeito contrário ao pretendido e causa pressão adicional. Ele pediu aos fãs que ajudem a interromper as agressões e afirmou que a mudança depende de todos.
O caso ocorre em meio a iniciativas da Fórmula 1 e de entidades esportivas contra abusos online. A Federação Internacional do Automóvel (FIA), que regula a categoria, lidera a coalizão United Against Online Abuse, ou Unidos Contra o Abuso Online, apoiada pela Comissão Europeia e por federações esportivas internacionais. A iniciativa reúne dados sobre a frequência e a gravidade de ataques contra pilotos, mecânicos e comissários.
A coalizão também cobra que as plataformas digitais cumpram as regras aplicáveis a conteúdo de ódio. Quando publicações evoluem para ameaças de morte, assédio sistemático ou discriminação, as equipes podem pedir a suspensão de contas e fornecer provas às autoridades policiais. Dependendo do caso, o material pode resultar em denúncias criminais; a possibilidade de identificação e responsabilização dos autores não é anulada pelo anonimato nas redes.
A discussão tem relevância para a categoria também fora das pistas, enquanto está em pauta um possível retorno da Fórmula 1 à Argentina. Colapinto pediu que a paixão pelo esporte não se traduza em hostilidade contra quem compete com ele ou trabalha ao seu lado.
Para entender
- United Against Online Abuse
- Coalizão internacional liderada pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) para enfrentar abusos online no esporte. Reúne dados sobre ataques a participantes de competições e defende medidas para que as plataformas cumpram regras contra conteúdo de ódio.