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Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Franco Colapinto pede fim de ataques a pilotos e equipe Alpine

Em apelo nas redes sociais, o argentino afirmou que as ofensas de parte dos fãs prejudicam seu bem-estar e podem afetar sua carreira na Fórmula 1.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Franco Colapinto conversa com jornalistas em um paddock de Fórmula 1. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Franco Colapinto conversa com jornalistas em um paddock de Fórmula 1.
Resumo em 30 segundos

Franco Colapinto pediu aos fãs que parem de atacar outros pilotos e integrantes da Alpine nas redes sociais. O argentino disse que as ofensas, intensificadas após abandonos no GP de Singapura e na corrida Sprint, têm efeito contrário ao apoio pretendido e aumentam a pressão sobre ele. A FIA lidera uma iniciativa contra abusos online.

O piloto argentino Franco Colapinto pediu nesta quarta-feira que seus fãs parem de atacar outros pilotos e integrantes da equipe Alpine nas redes sociais. Em uma mensagem publicada no Instagram, ele disse que as ofensas, que alguns torcedores acreditam ser uma forma de defendê-lo, prejudicam seu bem-estar e podem afetar seu futuro na Fórmula 1.

“Sei que vocês acham que estão me defendendo, mas estão causando o efeito contrário”, afirmou Colapinto. Ele agradeceu o apoio recebido, mas pediu que os seguidores não transformem a torcida em críticas ou ataques a colegas, mecânicos, engenheiros e outros profissionais com quem trabalha.

O piloto também associou o fim dos ataques à possibilidade de manter o foco na carreira. “Para que eu possa ter um desempenho melhor, continuar correndo atrás dos meus sonhos e alcançando resultados — somando pontos, inclusive —, preciso que todos vocês me ajudem a dar um basta nisso”, disse.

As manifestações de ódio teriam se intensificado após o Grande Prêmio do Azerbaijão e ganharam força depois dos abandonos de Colapinto na corrida Sprint e no Grande Prêmio de Singapura, no último domingo. Os ataques são atribuídos a uma parcela minoritária de seus fãs, estimada em 10% a 15%. Entre os alvos citados estão outros pilotos, a Alpine, mecânicos e pessoas que os torcedores consideram contrárias ao argentino.

A cobrança de Colapinto se dirige também a quem ataca adversários e integrantes de sua própria equipe em nome de apoiá-lo. Segundo o piloto, esse comportamento tem efeito contrário ao pretendido e causa pressão adicional. Ele pediu aos fãs que ajudem a interromper as agressões e afirmou que a mudança depende de todos.

O caso ocorre em meio a iniciativas da Fórmula 1 e de entidades esportivas contra abusos online. A Federação Internacional do Automóvel (FIA), que regula a categoria, lidera a coalizão United Against Online Abuse, ou Unidos Contra o Abuso Online, apoiada pela Comissão Europeia e por federações esportivas internacionais. A iniciativa reúne dados sobre a frequência e a gravidade de ataques contra pilotos, mecânicos e comissários.

A coalizão também cobra que as plataformas digitais cumpram as regras aplicáveis a conteúdo de ódio. Quando publicações evoluem para ameaças de morte, assédio sistemático ou discriminação, as equipes podem pedir a suspensão de contas e fornecer provas às autoridades policiais. Dependendo do caso, o material pode resultar em denúncias criminais; a possibilidade de identificação e responsabilização dos autores não é anulada pelo anonimato nas redes.

A discussão tem relevância para a categoria também fora das pistas, enquanto está em pauta um possível retorno da Fórmula 1 à Argentina. Colapinto pediu que a paixão pelo esporte não se traduza em hostilidade contra quem compete com ele ou trabalha ao seu lado.

Para entender

United Against Online Abuse
Coalizão internacional liderada pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) para enfrentar abusos online no esporte. Reúne dados sobre ataques a participantes de competições e defende medidas para que as plataformas cumpram regras contra conteúdo de ódio.

Fontes: O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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