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Segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Iliana Iotova vence eleição e se torna primeira mulher presidente

Ela recebeu 57,6% dos votos no segundo turno, enquanto Andrey Gyurov teve 39,5%; a disputa ocorreu em meio a tensões ligadas à guerra na Ucrânia.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Iliana Iotova em retrato formal, após vencer a eleição presidencial da Bulgária. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Iliana Iotova em retrato formal, após vencer a eleição presidencial da Bulgária.
Resumo em 30 segundos

Iliana Iotova venceu o segundo turno da eleição presidencial búlgara e será a primeira mulher a ocupar o cargo. Ela obteve 57,6% dos votos, contra 39,5% de Andrey Gyurov. A campanha foi marcada por preocupações com ataques de drones no mar Negro e pelos impactos da guerra na Ucrânia.

Iliana Iotova foi eleita a primeira mulher presidente da Bulgária, após vencer o segundo turno realizado no domingo. Resultados oficiais divulgados nesta segunda-feira apontam que ela recebeu 57,6% dos votos, contra 39,5% do ex-primeiro-ministro interino Andrey Gyurov; outros 2,95% dos eleitores escolheram a opção “não apoio ninguém”.

Iotova, de 61 anos, era vice-presidente e ocupava interinamente a Presidência desde janeiro, quando Rumen Radev deixou o cargo para disputar as eleições parlamentares. Radev, atual primeiro-ministro e aliado político dela, apoiou sua candidatura. A vitória mantém a Presidência sob influência do grupo governista, embora a maior parte das decisões políticas na Bulgária esteja concentrada no Parlamento.

O resultado oficial confirma a vantagem de Iotova indicada após a votação. No primeiro turno, em 25 de outubro, ela obteve 34,6% dos votos e Gyurov, 32%; como nenhum candidato alcançou a maioria necessária, a disputa foi decidida no segundo turno. A eleição teve baixo comparecimento, segundo os relatos sobre a votação.

A campanha ocorreu em meio à preocupação com ataques de drones contra navios mercantes na costa búlgara do mar Negro. As ofensivas registradas no último mês mataram ao menos 24 marinheiros e provocaram condenações no exterior. A Bulgária é integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar, e da União Europeia (UE). Os ataques também ampliaram a preocupação com a possível expansão dos efeitos da guerra na Ucrânia.

Iotova e Gyurov condenaram os ataques. Radev afirmou que as ofensivas beneficiam a Rússia. Ele e a presidente eleita defendem uma saída diplomática para a guerra, enquanto Gyurov, apoiado por partidos reformistas e pró-Ocidente, se declara favorável à Ucrânia. Quando foi primeiro-ministro interino neste ano, ele assinou um acordo de cooperação em segurança com Kiev.

A política externa de Radev inclui oposição ao envio de ajuda militar à Ucrânia e defesa de relações mais próximas com Moscou. Ele também criticou a adoção do euro pela Bulgária, em janeiro, e defendeu a retomada do fornecimento de petróleo e gás russos à Europa. A eleição parlamentar vencida por Radev em abril ocorreu após um período de instabilidade: o país teve oito eleições em cinco anos, e o governo anterior caiu em dezembro, depois de protestos contra um orçamento que previa aumento de impostos.

A Presidência búlgara tem poderes limitados em comparação com o Parlamento. Ainda assim, o resultado define quem ocupará o cargo e dará voz institucional ao país em temas como a guerra e as relações externas.

Fontes: Folha de S.Paulo, Zero Hora, Estadão

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