Pular para o conteúdo
Terça-feira, 13 de outubro de 2026

HS Dignity afunda após ataque de drones perto da costa búlgara

Onze tripulantes estão desaparecidos e cinco foram resgatados; outro cargueiro atingido na mesma madrugada teve os 15 marinheiros salvos.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Navio de carga no Mar Negro enquanto uma embarcação de resgate procura sobreviventes. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Navio de carga no Mar Negro enquanto uma embarcação de resgate procura sobreviventes.
Resumo em 30 segundos

O cargueiro HS Dignity, de bandeira da Guiné-Bissau, afundou após ser atingido por drones perto da costa da Bulgária. Onze tripulantes estão desaparecidos e cinco foram resgatados. Outro navio, o Chelsea-3, também foi atingido, mas todos os seus tripulantes foram salvos. O governo búlgaro convocou a embaixadora russa, sem atribuir formalmente a responsabilidade pelos ataques.

Onze tripulantes do cargueiro HS Dignity estavam desaparecidos nesta terça-feira, 13 de outubro, depois que a embarcação afundou em um ataque de drones perto da costa da Bulgária, no Mar Negro. Outros cinco marinheiros foram resgatados, e uma operação de busca e salvamento estava em andamento na região de Krapets, próximo à fronteira com a Romênia. O navio tinha bandeira da Guiné-Bissau.

Outro cargueiro, o Chelsea-3, de bandeira maltesa, também foi atingido por três drones durante a madrugada. Os 15 tripulantes — sete ucranianos e oito azerbaijanos — foram resgatados. Cinco receberam atendimento por ferimentos leves, segundo o primeiro-ministro búlgaro, Rumen Radev; nenhum sofreu ferimentos graves.

O HS Dignity seguia para o porto romeno de Brăila e estava parcialmente carregado, de acordo com dados de rastreamento marítimo. Antes, havia passado pelo porto argelino de Mostaganem. O Chelsea-3 também transportava carga e havia feito escala no porto romeno de Tulcea em 3 de outubro.

Radev convocou a embaixadora russa na Bulgária, Eleonora Mitrofanova, após os ataques. O governo búlgaro não atribuiu formalmente a responsabilidade a Moscou. O premiê disse, porém, que o resultado dos incidentes “beneficia a Federação Russa” e afirmou em pronunciamento televisionado: “Isso é absolutamente inaceitável: mais um ataque nas imediações das águas territoriais da Bulgária”.

Após se reunir com Radev, Mitrofanova afirmou que não havia recebido informações do Ministério da Defesa russo sobre ataques a embarcações comerciais no Mar Negro e não descartou que os incidentes fossem uma provocação de terceiros. Moscou não havia comentado publicamente os novos episódios.

A Ucrânia e a União Europeia condenaram os ataques. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o Mar Negro se tornou “mais uma frente de escalada da guerra russa na Ucrânia” e disse que os responsáveis devem ser responsabilizados. O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha, declarou que o ataque demonstra desprezo pela vida de civis e acusou Moscou de ameaçar uma rota importante para a segurança alimentar global.

Radev pediu apoio para reforçar a vigilância marítima e aérea da Bulgária em conversas telefônicas com von der Leyen e com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte. Rutte afirmou que a aliança continuará ajustando sua presença militar no flanco oriental conforme necessário. Os ministros da Defesa da Bulgária, da Romênia e da Turquia também conversaram sobre a segurança no Mar Negro.

O naufrágio ocorreu uma semana depois de outro navio afundar após ser atingido por drones na zona econômica exclusiva búlgara. Nove marinheiros sírios e um egípcio desapareceram naquele episódio. Uma zona econômica exclusiva é uma área marítima na qual um país tem direitos específicos sobre recursos e atividades econômicas, embora não corresponda às águas territoriais sob soberania plena.

A guerra entre Rússia e Ucrânia ampliou os riscos para o transporte comercial no Mar Negro, rota estratégica para a exportação de grãos. Ataques russos a portos ucranianos levaram Kiev a depender mais de instalações fluviais no Danúbio e de rotas próximas às costas da Bulgária e da Romênia, integrantes da Otan. A Ucrânia também intensificou ataques contra embarcações russas usadas no transporte de grãos.

Para entender

Zona econômica exclusiva
Área marítima além das águas territoriais em que um país tem direitos específicos para explorar recursos e exercer atividades econômicas. Ela não equivale a território nacional sob soberania plena, embora o Estado costeiro tenha responsabilidades e direitos previstos no direito internacional.
Mar Negro
Mar interior entre a Europa Oriental e a Ásia Ocidental, ligado ao Mediterrâneo pelo estreito de Bósforo. É uma rota importante para o transporte de mercadorias, incluindo grãos, e banha países como Bulgária, Romênia, Ucrânia, Rússia e Turquia.

Fontes: Valor Econômico, O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também