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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Grupo Parlatório propõe Selic de 7,5% e metas para próximo governo

A carta será entregue a Geraldo Alckmin nesta quinta-feira e pede superávit primário de 1% do PIB em 2027 e dívida abaixo de 70% do PIB até 2030.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Empresários e representantes da sociedade civil analisam um documento em uma reunião formal. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Empresários e representantes da sociedade civil analisam um documento em uma reunião formal.
Resumo em 30 segundos

O Grupo Parlatório, coordenado por Roberto Giannetti da Fonseca, reúne 380 empresários, executivos e representantes da sociedade civil em uma carta dirigida a Lula e Flávio Bolsonaro. O documento propõe metas econômicas, mudanças fiscais e tributárias e medidas para áreas como educação, segurança, política e meio ambiente.

Um grupo de 380 empresários, executivos e representantes da sociedade civil enviará nesta quinta-feira (22) ao vice-presidente Geraldo Alckmin uma carta com propostas para o próximo governo. Coordenado pelo economista Roberto Giannetti da Fonseca, o Grupo Parlatório quer que Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro assumam compromissos econômicos e políticos, entre eles reduzir a taxa Selic a 7,5% ao ano até dezembro de 2027.

A meta de juros está associada à queda da inflação para 3% no mesmo prazo e à obtenção de superávit primário de pelo menos 1% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano. O superávit primário é o resultado positivo das contas públicas antes do pagamento dos juros da dívida. A carta sustenta que uma trajetória fiscal mais sustentável pode aliviar a pressão sobre os juros e favorecer investimentos, consumo e crescimento.

O grupo também propõe reduzir a dívida bruta para menos de 70% do PIB até dezembro de 2030. O indicador estava em 82,9%, conforme os dados mais recentes do Banco Central citados no documento. Para alcançar as metas, a carta defende atualizar a Lei de Responsabilidade Fiscal, rever a indexação de despesas obrigatórias e a vinculação de benefícios ao salário mínimo, além de cortar supersalários no serviço público.

A proposta prevê crescimento real médio de pelo menos 3% ao ano entre 2027 e 2030 e investimentos acima de 20% do PIB no período. Na área tributária, pede acelerar a reforma, limitar exceções e regimes especiais e evitar aumento da carga tributária, estimada em cerca de 34% do PIB, durante a definição das alíquotas do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

Entre os signatários e colaboradores estão Isaac Sidney, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban); Jean Paul Prates, ex-presidente da Petrobras; o empresário Roberto Klabin; a especialista em segurança Ilona Szabó; e a educadora Viviane Senna. Giannetti da Fonseca afirmou que a campanha de Flávio ainda não respondeu ao pedido de reunião. A carta foi dirigida aos dois candidatos à Presidência.

O documento inclui uma agenda para os primeiros 100 dias de governo, com medidas de produtividade, competitividade e abertura gradual da economia. Também sugere uma reforma administrativa com avaliação de desempenho, redução do número de ministérios, autarquias e estatais e ampliação dos serviços digitais. Para o Supremo Tribunal Federal (STF), propõe mudanças nas regras de indicação e aprovação de ministros.

Na política, o grupo propõe elaborar uma reforma em até 90 dias após a convocação do Conselho da República e encaminhá-la ao Congresso como proposta de emenda à Constituição no primeiro semestre. Entre as medidas está o fim da reeleição para cargos executivos. Na educação, a carta toma como referência o novo Plano Nacional de Educação, com prioridade para alfabetização e formação de professores.

Em comércio exterior, o texto defende negociar o contencioso com os Estados Unidos já em janeiro e manter uma posição firme diante da China em temas de defesa comercial. Na agenda ambiental, estabelece como objetivos neutralizar as emissões da agropecuária até 2042, restaurar 15 milhões de hectares e criar um mercado regulado de carbono, além de impedir a redução de áreas protegidas.

Para a segurança pública, as sugestões incluem integrar Polícia Federal, Receita Federal e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no combate ao poder econômico do crime organizado. A carta também propõe câmeras corporais nas forças federais e manter a proibição do porte de armas como regra.

Fontes: Folha de S.Paulo

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