Foxconn e Mitsubishi Electric criam joint venture para veículos elétricos
A empresa terá participação igualitária e desenvolverá plataformas globais; a venda de metade da subsidiária japonesa, por 115 bilhões de ienes, depende de aprovação regulatória.
Resumo em 30 segundos
Foxconn e Mitsubishi Electric anunciaram uma joint venture para desenvolver plataformas globais de veículos elétricos. A operação será formada a partir da Mitsubishi Electric Mobility, da qual a empresa japonesa venderá metade a uma subsidiária de investimentos da Foxconn por 115 bilhões de ienes. A conclusão está prevista para outubro de 2027, sujeita à aprovação regulatória.
A Foxconn, fabricante taiwanesa de eletrônicos, e a japonesa Mitsubishi Electric anunciaram nesta segunda-feira (19) a criação de uma joint venture para desenvolver plataformas globais de veículos elétricos. A nova empresa terá participação igualitária das duas companhias e, por enquanto, manterá o nome Mitsubishi Electric Mobility.
A parceria será formada a partir da Mitsubishi Electric Mobility, hoje subsidiária integral da Mitsubishi Electric. Na sexta-feira, a empresa japonesa informou que venderá metade da companhia a uma subsidiária de investimentos da Foxconn por 115 bilhões de ienes (US$ 730 milhões). A conclusão da operação está prevista para outubro de 2027 e depende de aprovação regulatória.
A Mitsubishi Electric Mobility reúne tecnologia e capacidade de produção da empresa japonesa, enquanto a Foxconn deve contribuir com escala e agilidade, segundo Jun Seki, diretor de estratégia da companhia taiwanesa para veículos elétricos. A iniciativa busca estabelecer no Japão uma plataforma de alcance global para veículos elétricos, disse Kunihiko Kaga, vice-presidente executivo da Mitsubishi Electric.
A empresa prevê receita de 820 bilhões de ienes no exercício fiscal que termina em março de 2027, com margem de lucro operacional ajustada de 9,3%. Com a joint venture, a meta é chegar a 1 trilhão de ienes em receita até o exercício fiscal de 2030. Kazunori Tanaka, presidente da Mitsubishi Electric Mobility, afirmou que a companhia pretende alcançar o objetivo o mais cedo possível.
A aliança é anunciada enquanto montadoras tradicionais enfrentam a expansão de fabricantes chinesas de veículos elétricos, como a BYD. Fabricantes japonesas e alemãs dominaram historicamente parte desse mercado, mas as montadoras japonesas demoraram a avançar na eletrificação e perderam participação global nos últimos anos.
Tanaka afirmou que a parceria se baseia na avaliação de que os veículos elétricos serão centrais para o futuro da indústria automotiva e de que a condução autônoma será indispensável nos modelos futuros. Seki estimou que os veículos elétricos poderão representar 80% do mercado automotivo.
A participação igualitária poderá ser reavaliada conforme o negócio evoluir, disse Seki. Ele também afirmou que, caso a joint venture tenha sucesso, espera que ela se torne independente das empresas controladoras e faça uma oferta pública inicial de ações (IPO), operação em que uma companhia passa a vender ações ao público na bolsa.