Stellantis prevê contratar centenas de engenheiros na Europa e nos EUA
Ned Curic anunciou as contratações durante o Salão de Paris; as vagas serão distribuídas por diferentes localidades nos dois continentes.
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A Stellantis planeja contratar centenas de engenheiros na Europa e nos Estados Unidos neste ano, enquanto desenvolve dezenas de novos modelos. O anúncio foi feito por Ned Curic durante o Salão do Automóvel de Paris. A expansão contrasta com planos de cortes de equipes na Volkswagen e na Renault.
A Stellantis planeja contratar centenas de engenheiros na Europa e nos Estados Unidos neste ano, segundo Ned Curic, diretor de Engenharia e Tecnologia da montadora. O anúncio foi feito durante o Salão do Automóvel de Paris, onde o grupo apresentou mais de 60 veículos de oito marcas, entre eles nove carros-conceito.
“Há espaço para crescer, estou contratando”, afirmou Curic. As novas vagas serão distribuídas por diferentes localidades nos dois continentes, enquanto a empresa trabalha no lançamento de dezenas de modelos como parte de seu plano de recuperação.
O movimento ocorre em sentido contrário ao de concorrentes que preveem reduzir equipes. A Volkswagen pretende cortar cerca de 15% de seu quadro global, enquanto a Renault anunciou em abril planos de diminuir em até 20% sua equipe global de engenharia para reduzir custos.
A estratégia da Stellantis está ligada ao plano de investimentos apresentado pelo diretor-presidente Antonio Filosa em maio. Ele assumiu o cargo no ano passado e prometeu aplicar cerca de € 60 bilhões (US$ 67 bilhões) até 2030 no desenvolvimento de dezenas de novos modelos. A companhia reúne marcas como Fiat, Peugeot, Jeep, Citroën e Opel.
Entre os projetos está um Citroën 2CV elétrico de baixo custo, apresentado como conceito nesta semana no salão. O carro será desenvolvido com a Zhejiang Leapmotor Technology, empresa chinesa parceira da Stellantis. O grupo também iniciou com a Leapmotor o desenvolvimento de um SUV elétrico para a Opel.
As parcerias são parte de uma tentativa de aproveitar tecnologia chinesa e desenvolver veículos elétricos mais acessíveis na Europa. Curic disse que a cooperação envolve troca de conhecimento e mudanças nos processos da Stellantis. Analistas liderados por Jose Asumendi, do JPMorgan, avaliaram em relatório que o novo 2CV “poderia se tornar um carro icônico, como o Fiat 500 ou o Polo”.
Curic afirmou que há espaço para engenheiros da empresa em países como França, Itália e Alemanha. Ele também defendeu que as atividades de engenharia continuem na Europa. “É fundamental para nós que a engenharia permaneça e seja realizada na Europa”, disse.
A engenharia automotiva reúne atividades como projetar veículos, desenvolver componentes e testar sistemas antes da produção. A expansão das equipes pode apoiar o trabalho de desenvolvimento exigido pelos novos modelos, enquanto a Stellantis busca ganhar eficiência entre marcas que concorrem por públicos semelhantes. O plano anunciado por Filosa estabelece 2030 como horizonte para os investimentos e para a apresentação dos novos veículos.