Federação União Progressista apoia reeleição de Alcolumbre no Senado
A federação formada por União Brasil e PP anunciou o apoio em nota; a votação secreta está marcada para 1º de fevereiro, no início da próxima legislatura.
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União Brasil e PP, reunidos na Federação União Progressista, declararam apoio à reeleição de Davi Alcolumbre para a presidência do Senado e do Congresso. A eleição será em 1º de fevereiro, por voto secreto e individual. O apoio partidário não obriga os senadores a votar no candidato indicado, e outros nomes ainda podem disputar o cargo.
A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), declarou nesta terça-feira, 27, apoio à reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) para a presidência do Senado e do Congresso Nacional. A escolha está marcada para 1º de fevereiro, no início da próxima legislatura.
A decisão foi anunciada em nota assinada pelo presidente do União Brasil, Antonio Rueda, e pelo presidente do PP, senador Ciro Nogueira. O texto afirma que a continuidade de Alcolumbre pode contribuir para a estabilidade institucional e o equilíbrio político. Também destaca sua experiência na condução das duas Casas e sua capacidade de promover diálogo e consensos.
O apoio fortalece a candidatura do atual presidente do Senado e reduz o espaço de outras possibilidades dentro do PP, entre elas a senadora Tereza Cristina (MS), que era cotada para disputar o cargo. O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), também aparece como possível concorrente. Ele coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), apoiada pela federação.
A eleição para a presidência do Senado é feita por voto secreto e individual dos senadores. Assim, o apoio formal dos partidos não obriga cada integrante das bancadas a votar no candidato indicado. A disputa pode envolver negociações individuais, e parlamentares podem apoiar um nome diferente do escolhido por suas legendas.
A movimentação ocorre após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial. O presidente eleito sinalizou apoio à recondução de Alcolumbre e também à de Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados. MDB e PSD também já manifestaram apoio a Alcolumbre, enquanto o PT deve respaldar sua candidatura.
A composição do Senado na próxima legislatura é um dos fatores da disputa. O PL ampliou sua bancada e deverá ter 29 senadores, segundo a contagem publicada, além de três parlamentares do Novo. Parte da oposição tenta construir uma candidatura para enfrentar Alcolumbre, que, como presidente do Senado, tem papel na definição da tramitação de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A definição partidária não encerra a disputa. A votação secreta permite que senadores se afastem da orientação das siglas, e tanto Alcolumbre quanto seus possíveis adversários ainda precisarão reunir votos para vencer. A escolha ocorrerá em fevereiro, quando começa a nova legislatura.