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Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Fator zera apostas em juros após rali provocado por eleição

A gestora também encerrou posição vendida em inflação implícita e aguarda detalhes do plano econômico de Flávio Bolsonaro antes de apostar em novo alívio.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Profissional acompanha o mercado financeiro em telas numa sala de investimentos. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Profissional acompanha o mercado financeiro em telas numa sala de investimentos.
Resumo em 30 segundos

A Fator Administração de Recursos zerou posições que se beneficiavam da queda dos juros futuros e da inflação implícita após a forte alta dos ativos brasileiros no primeiro turno da eleição presidencial. A gestora avalia que uma nova rodada de valorização depende de propostas econômicas e fiscais consideradas viáveis. Na carteira de ações, mantém perspectiva positiva para o Ibovespa.

A gestora Fator Administração de Recursos zerou, na segunda-feira, posições que se beneficiavam da queda dos juros futuros e da inflação implícita, após a forte alta dos ativos brasileiros provocada pelo resultado do primeiro turno da eleição presidencial. A casa considera que parte do mercado já incorporou aos preços uma possível vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno e aguarda detalhes sobre sua equipe e seu plano econômico antes de apostar em novo alívio.

A Fator mantinha desde o fim de agosto uma posição aplicada em juros, estratégia que ganha com a queda das taxas, baseada na expectativa de que o Banco Central continuaria reduzindo a Selic diante de uma economia mais fraca. Também encerrou uma posição vendida em inflação implícita — a expectativa de inflação refletida nos preços dos títulos de renda fixa — após obter ganhos.

“Zeramos as posições na segunda-feira, já que está no preço uma vitória do Flávio Bolsonaro no segundo turno. Caso ele vença, eu não acho que teremos um novo alívio enquanto não tivermos uma novidade interna do fiscal e do plano de governo”, afirmou Ricardo Farias, gestor de renda fixa e multimercado da Fator.

A gestora, que administra mais de R$ 6 bilhões, mantém caixa e avalia alternativas de proteção, como comprar dólar por meio de opções ou diretamente no mercado. Também considera apostar na inclinação da curva de juros, estratégia que pode se beneficiar de uma alta maior das taxas de longo prazo.

O resultado eleitoral de segunda-feira levou a uma forte reação dos mercados. Os juros futuros recuaram mais de 100 pontos-base, o dólar caiu mais de 4% e o Ibovespa avançou quase 8%, no melhor pregão desde 2020. A bolsa também recebeu R$ 10 bilhões de investidores estrangeiros em 5 de outubro, maior entrada diária da série histórica iniciada em 2008.

A avaliação de Farias é que a expectativa de mudança na política fiscal já ajudou a impulsionar os preços, mas a continuidade do rali depende de propostas consideradas viáveis. “O benefício da dúvida do mercado para o Flávio foi dado, agora é justamente entender se vai acontecer ou não”, disse. O senador ainda não apresentou muitos detalhes do plano de governo, segundo o relato.

Na carteira de ações, a Fator mantém uma perspectiva positiva para o Ibovespa caso se confirme o cenário atual, principalmente pela expectativa de queda da Selic. Isabel Lemos, gestora de renda variável da casa, disse que a exposição a ações mais sensíveis aos juros já existia antes da alta, como resultado de uma aposta na direção das taxas, e não de uma antecipação do resultado eleitoral.

A carteira inclui empresas de serviços públicos, do setor imobiliário e as locadoras Localiza e Movida. Companhias mais sensíveis ao custo do crédito, como Vamos e Magazine Luiza, estiveram entre as maiores altas do Ibovespa na semana. Lemos afirmou que investidores estrangeiros também veem o Brasil como uma alternativa de diversificação.

Para entender

Inflação implícita
É a expectativa de inflação calculada a partir da diferença entre os rendimentos de títulos públicos indexados à inflação e os de títulos prefixados. Ela reflete as estimativas embutidas nos preços negociados no mercado, não uma previsão oficial.
Pontos-base
Um ponto-base equivale a 0,01 ponto percentual. A unidade é usada para descrever variações de taxas de juros e outros indicadores financeiros.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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