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Segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Exército venezuelano mata 19 em ataque a acampamento do ELN

A ofensiva ocorreu em Apure, perto da fronteira colombiana, e teria recebido apoio de inteligência dos Estados Unidos; Caracas não havia comentado.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Helicóptero militar sobrevoa uma área de mata na fronteira entre Venezuela e Colômbia. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Helicóptero militar sobrevoa uma área de mata na fronteira entre Venezuela e Colômbia.
Resumo em 30 segundos

Ao menos 19 pessoas morreram em um bombardeio do Exército venezuelano contra um acampamento do ELN, no estado de Apure. A operação ocorreu perto da fronteira com a Colômbia e teria contado com apoio de inteligência dos Estados Unidos. Autoridades venezuelanas não haviam se pronunciado até domingo.

Ao menos 19 pessoas morreram em um bombardeio do Exército venezuelano contra um acampamento do Exército de Libertação Nacional (ELN), guerrilha colombiana, no estado de Apure, na Venezuela. O ataque ocorreu entre a noite de quinta e a manhã de sexta-feira, perto da localidade de Buena Vista del Meta, na fronteira com a Colômbia; o balanço foi divulgado no domingo.

A organização de direitos humanos Fundaredes informou que nove corpos chegaram inicialmente a San Fernando, capital de Apure, e outros dez foram levados para a cidade no sábado. A operação teria sido realizada com helicópteros armados e drones, em uma área de mata a sudoeste do estado.

Uma fonte militar ligada à ação afirmou que o ataque contou com apoio de inteligência dos Estados Unidos, incluindo informações e mapeamento da área. Segundo essa fonte, os preparativos começaram um mês antes e agentes da Agência Central de Inteligência (CIA) e do Departamento Federal de Investigação (FBI) auxiliaram a operação. A fonte também disse que a ordem partiu dos Estados Unidos.

As autoridades venezuelanas não haviam se pronunciado sobre o ataque até domingo. De acordo com a fonte militar, os integrantes do acampamento foram surpreendidos e não conseguiram reagir. Entre os mortos há venezuelanos, incluindo uma mulher, e dois dominicanos identificados por carteiras de motorista e documentos venezuelanos.

A região continuava ocupada por militares venezuelanos, que faziam buscas por outros acampamentos, segundo a fonte. Buena Vista del Meta tem quase mil habitantes e fica diante do departamento colombiano de Vichada. A fronteira entre os dois países se estende por 2.219 quilômetros e é marcada pela atuação de grupos armados envolvidos no narcotráfico e na mineração ilegal.

A especialista em assuntos militares e defensora de direitos humanos Rocío San Miguel avaliou que a ação representa uma mudança na postura das Forças Armadas venezuelanas, que, segundo ela, mantinham neutralidade diante da presença do ELN e de outras guerrilhas na fronteira. Pecuaristas de Apure acusam o grupo de invadir propriedades produtivas, extorquir moradores e realizar roubos. Também responsabilizam a guerrilha pelo deslocamento de comunidades indígenas.

A ofensiva ocorre em meio a mudanças políticas e militares na região. A pressão do ELN em território venezuelano teria aumentado após o presidente colombiano, Abelardo De la Espriella, iniciar uma ofensiva contra organizações armadas na Colômbia. Caracas, por sua vez, aproximou-se dos interesses de Washington após a captura de Nicolás Maduro em uma operação americana, em janeiro, e a posse de Delcy Rodríguez como presidente interina.

Fontes: Zero Hora

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