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Segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Hendrick Lima Gonçalves morre em missão de combate na Ucrânia

A família tenta obter informações oficiais e viabilizar o traslado do corpo; as circunstâncias da morte do brasileiro de 22 anos ainda não foram esclarecidas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Estrada danificada perto de uma zona de conflito na Ucrânia, com um veículo militar abandonado ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Estrada danificada perto de uma zona de conflito na Ucrânia, com um veículo militar abandonado ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Hendrick Lima Gonçalves, de 22 anos e natural de Tucuruí (PA), morreu durante uma missão de combate na Ucrânia. A família foi informada no sábado e busca orientações oficiais e meios de trazer o corpo ao Brasil. Segundo relatos de pessoas próximas, ele foi atingido por tiros na sexta-feira, mas as circunstâncias não foram confirmadas oficialmente.

Hendrick Lima Gonçalves, brasileiro de 22 anos, morreu durante uma missão de combate na Ucrânia. A família foi informada no sábado (31); segundo relatos de pessoas próximas, ele foi atingido por tiros na sexta-feira (30), em uma área de confronto. As circunstâncias ainda não foram esclarecidas oficialmente.

Hendrick era natural de Tucuruí, no sudeste do Pará, e serviu no Exército Brasileiro antes de seguir para a Ucrânia. Ele integrou o 23º Esquadrão de Cavalaria de Selva, sediado no município paraense, e foi contratado pelas forças armadas ucranianas como instrutor de tiro. Além de treinar militares, também participava de missões em campo, de acordo com a família.

A irmã, Beatriz Corrêa, disse que enviou documentos ao consulado e ao Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, e aguarda orientações sobre os procedimentos. A família ainda não teve acesso à documentação do jovem nem conseguiu conversar com o responsável pela equipe em que ele atuava, pois a missão não havia terminado.

A mãe, Josiane Alves Lima, afirmou que os familiares tentam viabilizar o traslado do corpo ao Brasil. Beatriz relatou, porém, que o resgate pode ser muito difícil caso se confirme que Hendrick estava em uma área de combate. Pessoas próximas que estão na Ucrânia disseram à família que uma tentativa poderia expor outras pessoas a risco de morte.

A irmã também pediu que voluntários não viajem à Ucrânia para tentar buscar o corpo. Segundo ela, pessoas entraram em contato com a família oferecendo ajuda, mas a região onde Hendrick estaria ainda era considerada de alto risco. A família busca obter informações oficiais e pretende reunir documentos, certificados, medalhas e a farda dele para preservar sua memória.

Hendrick atuava na Ucrânia desde maio e, segundo a família, tinha previsão de voltar ao Brasil no fim de novembro. Os familiares mantinham contato frequente com ele, mas deixaram de receber respostas no início da última semana. A mãe disse que imaginou que ele estivesse em uma missão mais longa.

O Itamaraty informou, por meio da Embaixada do Brasil em Kiev, que está disponível para prestar assistência consular quando solicitada. Segundo dados do ministério, 35 brasileiros morreram e 117 são considerados desaparecidos no conflito entre Rússia e Ucrânia. Desse total, 33 mortos e 107 desaparecidos estavam do lado ucraniano; outros dois mortos e dez desaparecidos, do lado russo.

O governo brasileiro mantém alertas sobre os riscos de viagens às áreas próximas às frentes de combate e recomenda que brasileiros recusem ofertas de trabalho em exércitos estrangeiros. Não há previsão divulgada para o eventual traslado do corpo de Hendrick.

Fontes: O Globo, Folha de S.Paulo, Zero Hora

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