Entregadores fazem motociata em apoio à reeleição de Lula em SP
O ato percorreu o centro de São Paulo e defendeu pagamento mínimo de R$ 10 por corrida e tarifa de R$ 2,50 por quilômetro para entregadores.
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Entregadores e motoboys de aplicativos participaram de uma motociata no centro de São Paulo em apoio à reeleição de Lula. Organizada por movimentos de trabalhadores, a manifestação também cobrou garantias e remuneração para a categoria. Entre as reivindicações estão pagamento mínimo de R$ 10 por corrida e R$ 2,50 por quilômetro rodado.
Entregadores e motoboys de empresas de aplicativo participaram nesta quarta-feira (21) de uma motociata em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no centro de São Paulo. O grupo saiu da praça Charles Miller, no Pacaembu, e seguiu até a praça Roosevelt, em ato organizado por movimentos de trabalhadores.
Entre os organizadores estavam o Vida Além do Trabalho e o Trabalhadores Sem Direitos. A manifestação foi apresentada como uma mobilização da categoria em torno das reivindicações dos entregadores, além do apoio à candidatura de Lula.
JR Freitas, um dos líderes do ato e primeiro suplente de deputado estadual do PSOL na eleição deste ano, disse que os trabalhadores não conseguem negociar diretamente com as empresas de aplicativos. Ele afirmou que a proposta de negociação entre empregados e patrões defendida pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) não atende à realidade de quem trabalha por meio dessas plataformas.
Freitas afirmou que muitos entregadores se afastaram de partidos de esquerda nos últimos anos porque não se identificavam com a defesa do emprego formal pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Segundo ele, a categoria não pretende necessariamente seguir o modelo tradicional da CLT, mas quer garantias de direitos e remuneração.
Entre as reivindicações citadas pelo organizador estão um pagamento mínimo de R$ 10 por corrida e uma tarifa de R$ 2,50 por quilômetro percorrido. Freitas disse que participa da campanha de Lula, mas que os trabalhadores pretendem pressionar o presidente em 26 de outubro para cobrar o atendimento dessas demandas.
A palavra “motociata” ficou associada nos últimos anos a manifestações organizadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ato desta quarta-feira, porém, reuniu trabalhadores de aplicativo em apoio a Lula e levou as reivindicações da categoria às ruas da região central da capital paulista.
Freitas também criticou uma visita feita por Flávio Bolsonaro ao Espaço Motoboy, mantido pela Prefeitura de São Paulo. Na ocasião, no dia 13, o senador levou pizzas, esfirras e refrigerantes aos trabalhadores e estava acompanhado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB).
“O que a gente quer é conseguir chegar vivo em casa e com dinheiro no bolso”, afirmou JR Freitas, ao dizer que os entregadores não buscam receber comida, mas melhores condições de trabalho. Ele também apresentou uma representação ao Ministério Público Eleitoral contra Flávio, questionando a distribuição de alimentos e o uso, em ato de campanha, de um espaço mantido com recursos públicos.