Elmano de Freitas vence Ciro Gomes e é reeleito no Ceará
Com 68,32% das urnas apuradas, o governador tinha 51,94% dos votos válidos, contra 47,41% do ex-governador, segundo projeção do Datafolha.
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Elmano de Freitas (PT) foi reeleito governador do Ceará neste domingo, segundo projeção do Datafolha. Com 68,32% das urnas apuradas, ele tinha 51,94% dos votos válidos, ante 47,41% de Ciro Gomes (PSDB). A vitória assegura ao PT o quarto mandato no governo estadual. A campanha foi marcada por confrontos entre antigos aliados e disputas judiciais.
O governador Elmano de Freitas (PT) foi reeleito no Ceará neste domingo (4), ao superar o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), segundo projeção do Datafolha. Com 68,32% das urnas apuradas, Elmano tinha 51,94% dos votos válidos, ante 47,41% de Ciro.
A projeção considera os dados de apuração divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e estima o resultado a partir de grupos de eleitores organizados por região e tipo de município. Quando os votos já contabilizados tornam improvável que um candidato seja ultrapassado, o instituto pode apontar um vencedor antes do fim da apuração.
Com a vitória, o PT alcança o quarto mandato no governo cearense. Elmano comandará o estado por mais quatro anos. Ele havia sido eleito em 2022, no primeiro turno, com 53,69% dos votos válidos.
Advogado de 56 anos, Elmano é filiado ao PT desde 1989. Antes de assumir o governo estadual, foi deputado estadual e secretário municipal da Educação durante a gestão de Luizianne Lins na Prefeitura de Fortaleza. Também concorreu às prefeituras de Fortaleza, em 2012, e de Caucaia, em 2020, mas perdeu as duas disputas.
A campanha foi marcada por confrontos entre os candidatos, que haviam sido aliados até 2022, e por disputas judiciais. Em um debate na televisão, os dois discutiram com os dedos em riste. Ciro acusou o governo de ser leniente no combate às facções e criticou aliados de Elmano que são alvo de investigações; o governador fez campanha associado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A disputa também movimentou partidos de diferentes campos políticos. Ciro voltou ao PSDB após cerca de três décadas e concorreu com apoio de União Brasil, PP e PL, mantendo neutralidade na eleição presidencial. A aliança com o PL dividiu o campo conservador e foi acompanhada por embates públicos entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro.
Elmano apostou em uma campanha distribuída entre diferentes lideranças. Enquanto participou de debates, caminhadas e carreatas, a candidata a vice, Gabriella Aguiar (PSD), realizou atividades com mulheres, e o ex-governador Camilo Santana cuidou da articulação política. O governador tinha maior presença no interior e buscou ampliar apoio na Região Metropolitana de Fortaleza. O senador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, integrou a chapa de Elmano como candidato ao Senado.
Ciro, de 68 anos, é advogado e iniciou a carreira política em 1982, como deputado estadual. Foi prefeito de Fortaleza e governador do Ceará, cargo ao qual renunciou para assumir o Ministério da Fazenda no governo Itamar Franco, em setembro de 1994. Também comandou o Ministério da Integração Nacional de 2003 a 2006 e disputou a Presidência da República em quatro ocasiões: 1998, 2002, 2018 e 2022.