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Domingo, 25 de outubro de 2026

Eleitores cruzam países e estados para votar no segundo turno

Relatos de viagens de avião, ônibus e barco se espalharam nas redes neste domingo, enquanto eleitores enfrentaram longas distâncias e problemas de transporte.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitores com bagagens chegam a um local de votação após viajar de ônibus e barco. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitores com bagagens chegam a um local de votação após viajar de ônibus e barco.
Resumo em 30 segundos

Brasileiros viajaram de diferentes países e estados para votar no segundo turno da eleição presidencial. Na Bahia, foram emitidas mais de 50 mil passagens intermunicipais gratuitas. Também houve relatos de ônibus retidos em Salvador, deslocamentos de barco na Amazônia e cancelamentos de voos que afetaram passageiros a caminho de seus locais de votação.

Brasileiros viajaram de avião, ônibus e barco neste domingo (25) para votar no segundo turno da eleição presidencial, em deslocamentos que ganharam visibilidade nas redes sociais. Os relatos incluem eleitores que partiram da China e do México, além de pessoas que cruzaram longas distâncias dentro do país para chegar aos locais de votação.

Um vídeo compartilhado nas redes reuniu publicações de eleitores que descreveram as viagens. Uma mulher afirmou que saiu de Zhenyuan, na China, rumo a Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, para votar. Outros usuários relataram percursos de 6.500 quilômetros e 630 quilômetros, além de uma viagem de 35 horas por estrada.

A movimentação ocorre em uma disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), na qual a campanha de Lula tem buscado reduzir a abstenção. No primeiro turno, quase 1 milhão de brasileiros aptos a votar no exterior registraram abstenção de 62%. Lula recebeu 13.487 votos a mais que Flávio entre os eleitores fora do país, segundo os dados citados sobre a primeira etapa.

Na Bahia, mais de 50 mil passagens gratuitas foram emitidas para eleitores que precisavam viajar até seus municípios de votação. O total supera em 134% o registrado no primeiro turno, quando foram concedidos 21.344 bilhetes. Para usar o transporte intermunicipal gratuito, o eleitor deve apresentar documento oficial que comprove o local de votação; para obter a passagem de volta, precisa mostrar o comprovante de votação.

Em Salvador, houve reclamações sobre ônibus municipais que estariam retidos nas garagens. O prefeito Bruno Reis (União), apoiador de Flávio, disse que 75 veículos enfrentaram “problemas operacionais” e afirmou que “manifestações políticas” também atrasavam a saída dos ônibus. Relatos nas redes relacionaram essas manifestações a adesivos de Lula colados nos veículos.

Em Pernambuco, ônibus saíram na noite de sexta-feira (23) da Refinaria Abreu e Lima, com destino à Bahia, para transportar trabalhadores que votam no estado. Na região amazônica, eleitores recorreram a barcos para chegar às seções. Imagens de pessoas desembarcando de uma balsa na Ilha de Marajó, no Pará, circularam nas redes; os passageiros foram descritos como moradores de comunidades isoladas.

Na quinta-feira (22), a Justiça Federal determinou que a União assegurasse transporte seguro a eleitores indígenas neste domingo. No primeiro turno, integrantes desses povos tiveram dificuldades de deslocamento, especialmente no Amazonas, em Minas Gerais, Mato Grosso, Amapá, Pernambuco, Pará e Mato Grosso do Sul, conforme a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

A distância até a seção eleitoral também aparece associada às intenções de voto. Pesquisa Datafolha citada na cobertura eleitoral apontou que Flávio tinha vantagem de 52% a 48% entre os 76% dos eleitores que moram perto do local de votação. Entre os 24% que vivem longe ou em outro município, Lula aparecia à frente pelo mesmo placar, de 52% a 48%.

As viagens também foram afetadas por problemas no transporte aéreo. Após reclamações sobre cancelamentos de voos para o Nordeste, o Ministério de Portos e Aeroportos informou que as companhias relataram três decolagens canceladas por razões operacionais e ofereceram alternativas aos passageiros. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou que as operações seguiam normalmente, enquanto o ministério monitorava a situação com a agência e as empresas.

A Gol informou que cancelou o voo G3 1979, de Porto Alegre a Salvador, no sábado (24), após identificar problemas técnicos na aeronave. Os passageiros foram reacomodados em outros voos, com opções entre domingo e segunda-feira (26). Chuvas fortes em São Paulo na noite de sábado também provocaram cancelamentos e desvios, e passageiros relataram dificuldades para chegar a outros estados a tempo de votar.

Fontes: O Globo, Valor Econômico

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