Eduardo Paes pede voto crítico na eleição para o governo do Rio
Ao votar em São Conrado, o candidato pediu que eleitores de esquerda e direita avaliem o impacto de apoiar candidaturas menores e disse prever segundo turno.
Resumo em 30 segundos
Eduardo Paes votou neste domingo no Gávea Golf Club, na zona sul do Rio, e pediu um voto “crítico” de eleitores de diferentes campos políticos. O candidato do PSD defendeu medidas de redução de despesas e auditoria de contratos e disse que seu principal adversário representa a continuidade do governo Cláudio Castro. Pesquisas divulgadas na véspera o mostravam na liderança, sem indicar vitória segura no primeiro turno.
O candidato do PSD ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, votou na manhã deste domingo (4) no Gávea Golf Club, em São Conrado, na zona sul da capital. Acompanhado da candidata a vice, Jane Reis (MDB), do prefeito Eduardo Cavalieri (PSD) e de familiares, ele pediu que eleitores de esquerda e de direita considerem votar nele, mesmo que não se identifiquem integralmente com sua candidatura.
Paes chamou o voto de “crítico” e afirmou que a disputa estadual exige, em sua avaliação, uma escolha pragmática. “É sobre a possibilidade de transformar o estado”, disse. Ele argumentou que a situação do Rio exige que eleitores que pretendem apoiar candidaturas menores avaliem o impacto de seus votos.
O candidato voltou a apresentar Douglas Ruas (PL), seu principal adversário, como representante da continuidade do governo de Cláudio Castro (PL). Paes atribuiu ao grupo ligado ao atual governo a crise política e a entrada do crime organizado em instâncias de poder no estado. Em outra declaração, afirmou que o Rio enfrenta uma crise política, institucional e de segurança pública, além de problemas de corrupção e desmandos. Essas avaliações foram feitas pelo candidato durante a votação.
Paes disse que pretende ser “o oposto” do governo Castro caso seja eleito. Entre as medidas que mencionou estão redução de despesas, cortes, auditoria de contratos e reorganização da máquina pública, além de ações para retomar o crescimento e reconstruir o estado. Ele afirmou que gostaria de conversar com o governador interino, Ricardo Couto, após a eleição para tratar dessas iniciativas.
Questionado sobre a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), Paes não declarou preferência por um desfecho específico e avaliou que um segundo turno é o cenário mais provável. No local de votação, usava adesivos de sua campanha e dos candidatos ao Senado Pedro Paulo (PSD) e Benedita (PT), mas não vestia material de campanha de Lula.
Pesquisas divulgadas na véspera mostravam Paes à frente, sem indicar segurança de vitória no primeiro turno. Na Quaest, ele tinha 49% dos votos válidos, contra 40% de Ruas; Anthony Garotinho (Republicanos) aparecia com 6%, e William Siri (PSOL), com 3%. No Datafolha, Paes registrava 46%, Ruas, 38%, Garotinho, 7%, e Siri, 4%.
A situação eleitoral de Garotinho é um fator de atenção porque a validade dos votos dados a ele depende de uma decisão da Justiça Eleitoral e pode influenciar a definição sobre a realização de segundo turno. Paes afirmou que acompanharia a apuração em casa, com a família, e que daria uma entrevista coletiva em Duque de Caxias após a divulgação do resultado.