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Domingo, 4 de outubro de 2026

Candidatos pedem votos no dia da eleição e Justiça apura casos

Lula e Flávio Bolsonaro fizeram pedidos ao eleitorado após votar; Romeu Zema levou o celular à cabine, enquanto a campanha de Eduardo Paes contestou santinhos com número errado.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitor deixa o celular fora da cabine de votação, acompanhado por mesários. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitor deixa o celular fora da cabine de votação, acompanhado por mesários.
Resumo em 30 segundos

Lula e Flávio Bolsonaro pediram votos depois de votar neste domingo, apesar da proibição de propaganda de boca de urna no dia da eleição. Eduardo Paes também pediu votos e acionou a Justiça Eleitoral por santinhos com sua foto e o número de Douglas Ruas. Em Minas, o TRE vai apurar a entrada de Romeu Zema na cabine com celular.

Candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pediram votos no dia da eleição, neste domingo, 4, após votarem. Romeu Zema (Novo) entrou com o celular na cabine de votação em Araxá (MG), e o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) informou que vai apurar o caso. No Rio, a campanha de Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo estadual, acionou a Justiça Eleitoral por panfletos que associavam sua imagem ao número de outro concorrente.

Flávio pediu aos eleitores que dessem “um voto de confiança em Flávio Bolsonaro agora no primeiro turno” ao deixar seu local de votação, no Rio. Lula, em conversa com jornalistas em São Paulo, disse: “Vocês como jornalistas não podem se manifestar, mas quando vocês estiverem dentro da urninha, não se esqueçam do 13, que é o número da sorte.”

A legislação eleitoral proíbe, no dia da votação, a arregimentação de eleitores e a propaganda de boca de urna. Uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também veda abordar, aliciar ou tentar convencer eleitores nesse período. A regra busca impedir que candidatos e apoiadores influenciem a escolha dos votantes quando as urnas estão abertas.

Paes também pediu votos na saída de sua seção eleitoral, na Gávea, zona sul do Rio. “Reforço o pedido que todo mundo vá para a urna hoje, vote no 55. Vá lá, crave seu voto, para que a gente possa virar essa página triste da história do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou.

A campanha do candidato apresentou representação à Justiça Eleitoral depois da distribuição de santinhos em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, com a foto de Paes e o número 22. O número correto do candidato do PSD é 55; o 22 pertence a Douglas Ruas (PL), que concorre ao governo do estado. Fiscais do TRE do Rio de Janeiro foram acionados para verificar o ocorrido.

A campanha de Ruas também informou que pretende apresentar representação ao tribunal. Em nota, afirmou que considera ter sido prejudicada pela associação entre o candidato e o número de Paes e pediu investigação do caso. A manifestação não altera a apuração sobre a distribuição dos panfletos, que será verificada pela Justiça Eleitoral.

Em Minas Gerais, Zema votou em Araxá com o celular dentro da cabine. A legislação proíbe que o eleitor leve aparelho telefônico para esse espaço, mesmo que não faça imagens; o celular deve ser desligado e entregue no local indicado pelos mesários. A medida protege o sigilo do voto, para que a escolha não possa ser registrada ou comprovada a terceiros.

Questionado após votar, Zema disse que não fotografou nem fez qualquer outra coisa com o aparelho e que ninguém o lembrou de deixá-lo fora da cabine. O presidente do TRE-MG, desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que a situação será apurada por um juiz eleitoral. Segundo Braga, a conduta é irregular e pode ter consequência penal; o Código Eleitoral prevê detenção de até dois anos para quem violar ou tentar violar o sigilo do voto. A definição sobre eventual enquadramento dependerá da apuração.

Para entender

Boca de urna
É a propaganda eleitoral feita no dia da votação para tentar influenciar eleitores. A legislação eleitoral proíbe a arregimentação de eleitores e a propaganda de boca de urna enquanto ocorre a votação.
Sigilo do voto
É a garantia de que a escolha do eleitor não seja conhecida nem possa ser comprovada a terceiros. Por isso, celulares e outros aparelhos não podem ser levados para a cabine de votação.

Fontes: Estadão, O Globo

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