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Domingo, 1 de novembro de 2026

Cruzeiro conquista Libertadores Feminina após reação contra Corinthians

Após sair perdendo por 3 a 0, equipe mineira empatou por 4 a 4 em Quito e venceu por 5 a 4 nos pênaltis, em sua estreia no torneio.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Jogadoras do Cruzeiro se abraçam e comemoram a conquista no campo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Jogadoras do Cruzeiro se abraçam e comemoram a conquista no campo.
Resumo em 30 segundos

O Cruzeiro conquistou pela primeira vez a Libertadores Feminina ao vencer o Corinthians nos pênaltis, por 5 a 4, após empate por 4 a 4 no tempo regulamentar. A equipe mineira reagiu depois de estar três gols atrás. O título rende ao clube US$ 2 milhões, cerca de R$ 10 milhões.

O Cruzeiro conquistou pela primeira vez a Libertadores Feminina neste sábado (31), em Quito, no Equador, depois de empatar por 4 a 4 com o Corinthians no tempo regulamentar e vencer a disputa de pênaltis por 5 a 4. A final foi disputada no Estádio Casa Blanca, onde a equipe mineira reagiu após estar perdendo por 3 a 0.

O Corinthians abriu o placar aos três minutos, com Gabi Zanotti, de cabeça, após cruzamento de Gi Fernandes. Zanotti voltou a marcar perto do intervalo, em jogada iniciada por um erro na saída de bola do Cruzeiro. Vic Albuquerque fez o terceiro aos quatro minutos da etapa final, mas, dois minutos depois, Byanca Brasil aproveitou uma falha da goleira Lelê e diminuiu.

Aos 11 minutos do segundo tempo, a arbitragem marcou pênalti de Lelê em Marília após revisão do árbitro de vídeo (VAR, na sigla em inglês). Vitória Calhau converteu a cobrança e deixou o placar em 3 a 2. Vic Albuquerque marcou novamente para o Corinthians, mas o Cruzeiro seguiu pressionando: Ketlin fez o quarto gol mineiro aos 29 minutos, e Letícia Ferreira empatou de cabeça aos 45, levando a decisão para as penalidades.

Na disputa, as equipes converteram as primeiras cobranças. A goleira Lelê defendeu a tentativa de Pri Back, mas Jaqueline desperdiçou a chance de colocar o Corinthians em vantagem ao mandar a bola por cima. Depois de novas cobranças convertidas e erros de Lorena Bedoya e Gisela Robledo, Milena Ferreira marcou para o Cruzeiro. Camila Rodrigues defendeu a batida de Gi Fernandes e confirmou o título mineiro.

O Corinthians buscava a sétima taça do torneio e o quarto título seguido. A equipe venceu as edições de 2017, 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025, mas terminou como vice-campeã nesta final. O Cruzeiro, estreante na competição, tornou-se o sexto clube brasileiro a conquistar a Libertadores Feminina.

A final também ampliou a sequência de decisões entre equipes brasileiras: o país chegou a 15 títulos em 18 edições, segundo os dados da competição. Além de Cruzeiro e Corinthians, São José, Ferroviária, Santos e Palmeiras já venceram o torneio. Os únicos campeões de fora do Brasil foram Colo-Colo, do Chile, Sportivo Limpeño, do Paraguai, e Atlético Huila, da Colômbia.

O título encerra uma campanha em que o Cruzeiro chegou à decisão com a melhor defesa, tendo sofrido apenas um gol antes da final. Na semifinal, a equipe venceu o Olimpia por 1 a 0. O Corinthians, por sua vez, avançou após derrotar o Santa Fe por 2 a 1 e chegou à decisão com cinco vitórias em cinco partidas.

A conquista rende ao Cruzeiro US$ 2 milhões, cerca de R$ 10 milhões, valor mantido pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) em relação à edição anterior. O Corinthians receberá US$ 600 mil pelo vice-campeonato. O terceiro lugar ficou com o Santa Fe, que venceu o Olimpia por 4 a 3.

Fontes: Zero Hora, Estadão, Folha de S.Paulo

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