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Sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Coreia do Norte inaugura museu para exibir arsenal militar

A exposição inclui o míssil balístico intercontinental Hwaseong-20, apresentado como capaz de atingir os Estados Unidos, em meio a novos testes de armas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Míssil balístico exposto ao lado de veículos militares em um museu de armamentos. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Míssil balístico exposto ao lado de veículos militares em um museu de armamentos.
Resumo em 30 segundos

A Coreia do Norte inaugurou um museu de armamentos que reúne o míssil Hwaseong-20, tanques e outros projéteis. A abertura ocorre após uma sequência de testes, incluindo lançamentos hipersônicos e um míssil balístico disparado do mar. A demonstração de força acontece em meio à tensão com a Coreia do Sul e antes da cúpula da APEC, em novembro.

A Coreia do Norte inaugurou um museu dedicado a armamentos para exibir seu arsenal militar, incluindo o míssil balístico intercontinental Hwaseong-20, apresentado como teoricamente capaz de atingir os Estados Unidos. O líder Kim Jong-un acompanhou os testes de mísseis realizados pelo país nos últimos dias, em meio ao aumento das tensões com a Coreia do Sul.

O museu reúne o Hwaseong-20, tanques e outros modelos de mísseis. Além de funcionar como espaço de exposição, pode servir de vitrine para possíveis compradores, sobretudo russos. Mísseis norte-coreanos já são usados regularmente por forças da Rússia na guerra na Ucrânia.

A coleção também destaca armas desenvolvidas durante o governo de Kim. A exposição pode reforçar a narrativa oficial sobre os avanços militares alcançados sob sua liderança, em particular no desenvolvimento de armas nucleares. O regime afirma que não pretende abrir mão desse arsenal.

A sequência recente de lançamentos inclui dois mísseis classificados como hipersônicos, testados no início de outubro. Esse tipo de arma pode voar a mais de cinco vezes a velocidade do som, o que dificulta sua interceptação. Na segunda-feira (12), a Coreia do Norte lançou mísseis de menor porte, em resposta a um teste hipersônico sul-coreano.

Dois dias depois, o país lançou um míssil balístico a partir do mar. Não informou se o disparo ocorreu de um submarino ou de uma plataforma submersa, mas declarou que o projétil poderia receber uma ogiva nuclear. Os testes buscam demonstrar a capacidade de atingir adversários a diferentes distâncias e por meios distintos, inclusive a partir de locais variados.

A escalada ocorre após uma mina norte-coreana ferir três militares sul-coreanos na fronteira. As tensões entre os dois países aumentaram desde o episódio. Outra razão para a demonstração de força é a proximidade da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), marcada para novembro, na China.

Os líderes da China, da Coreia do Sul e dos Estados Unidos devem participar do encontro. O presidente americano, Donald Trump, já manifestou interesse em se reunir com Kim, possibilidade que dependeria de um convite ao líder norte-coreano para a cúpula.

Para entender

Hwaseong-20
Míssil balístico intercontinental norte-coreano exibido no museu. Mísseis balísticos são lançados para fora da atmosfera ou a grandes altitudes antes de seguir uma trajetória de retorno; os intercontinentais podem percorrer grandes distâncias.
APEC
Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, que reúne economias da região para discutir comércio e cooperação econômica. Suas reuniões de líderes são encontros diplomáticos de alto nível.

Fontes: Folha de S.Paulo

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