Cherie Walker recebe sete penas de prisão perpétua nos EUA
A condenação ocorreu em Oklahoma após júri considerar que ela permitiu os abusos contra a filha de 11 anos, que deu à luz em casa em 2025.
Resumo em 30 segundos
Cherie Walker foi condenada a sete penas de prisão perpétua, a serem cumpridas consecutivamente, por permitir que o marido abusasse de sua filha e por negligenciar os cuidados com a menina. O padrasto também recebeu prisão perpétua e outras penas que somam 42 anos. A criança deu à luz em casa, sem assistência médica, em 2025.
Cherie Walker, de 34 anos, foi condenada a sete penas de prisão perpétua nos Estados Unidos por permitir que o marido abusasse sexualmente de sua filha, de 11 anos, e por negligenciar os cuidados com a menina. A sentença foi anunciada na sexta-feira (30), no condado de Muskogee, em Oklahoma, depois que a criança deu à luz em casa, sem acompanhamento médico, em agosto de 2025.
A emergência foi chamada à residência da família quando a menina havia acabado de ter o bebê. Ela não havia recebido acompanhamento pré-natal nem assistência durante o parto. Exames de DNA confirmaram que Dustin Walker, marido de Cherie e padrasto da criança, era o pai do bebê.
Segundo as autoridades, Cherie sabia que o marido abusava da filha e não agiu para impedir os crimes. Ela foi acusada, em agosto de 2025, de facilitar o abuso sexual infantil e de seis crimes de negligência. Um júri a considerou culpada das sete acusações em 17 de julho de 2026.
As penas de Cherie serão cumpridas consecutivamente, uma após a outra. Assim, eventual revisão, indulto ou concessão de liberdade condicional relacionada a uma sentença não extinguiria as demais, que continuariam em vigor.
Dustin também foi responsabilizado. Em março deste ano, ele se declarou culpado de uma acusação de abuso sexual infantil e de seis acusações de negligência. Foi condenado à prisão perpétua pelo abuso e a penas que somam 42 anos de prisão pelos crimes de negligência.
Durante a investigação, os investigadores disseram que a casa da família não tinha água encanada. Também relataram que a menina não consultava um médico havia mais de um ano. A falta de acompanhamento médico durante a gravidez e o parto deixou a criança sem assistência profissional nesse período.
Na época em que o caso veio à tona, Janet Hutson, promotora assistente do condado de Muskogee, afirmou que a menina estava traumatizada e descreveu o que ela enfrentou como uma provação. “Esta criança está traumatizada. Ela passou por uma provação horrível. Quero dizer, não apenas alguém a engravidou, mas ela deu à luz em casa sem assistência médica, e isso será algo que carregará pelo resto da vida”, disse Hutson.
Casos de abuso sexual infantil podem ser denunciados às autoridades policiais e aos serviços de proteção à criança. No Brasil, o Disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive contra crianças e adolescentes; em situações de risco imediato, a orientação é acionar a polícia.