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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Bloqueador Chapolin facilita furtos em carros parados em postos

A Polícia Civil fez buscas em quatro endereços em São Paulo e encontrou objetos que podem ser de vítimas; entenda como funciona o bloqueador de alarme.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Carro estacionado em posto de rodovia, com um controle remoto em primeiro plano. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Carro estacionado em posto de rodovia, com um controle remoto em primeiro plano.
Resumo em 30 segundos

Quadrilhas usam um aparelho conhecido como Chapolin para impedir que o sinal do controle remoto tranque o carro. A Polícia Civil fez buscas em Santo Amaro e encontrou itens que podem pertencer a vítimas. Em um posto de Jundiaí, oito furtos semelhantes foram registrados entre 20 e 27 de outubro.

Quadrilhas usam um dispositivo apelidado de “Chapolin” para furtar objetos de carros estacionados em postos de combustíveis nas rodovias de São Paulo. O aparelho interfere no sinal do controle remoto, impedindo o acionamento do alarme e o travamento das portas, segundo a Polícia Civil. Nesta quarta-feira (4), agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em Santo Amaro, na zona sul da capital, durante uma investigação sobre furtos na região de Perus, na zona norte.

A apuração começou em fevereiro, depois que malas foram levadas de um veículo parado em um posto próximo a Perus. Os objetos foram recuperados naquela ocasião. Segundo o delegado Newton Fugita, titular do 46º Distrito Policial de Perus e responsável pelo caso, policiais encontraram cartões bancários, celulares e outros itens que podem pertencer a vítimas durante as buscas desta quarta-feira.

De acordo com Fugita, os criminosos observam os veículos que chegam aos estacionamentos de restaurantes e agem quando os ocupantes saem para comer ou ir ao banheiro. O bloqueador impede que o comando enviado pelo controle remoto chegue ao carro; assim, o motorista pode acreditar que trancou o veículo, embora ele continue destrancado. O delegado disse que, na área investigada, os alvos são principalmente famílias em viagem. Há também registros de furtos de equipamentos de pessoas que viajam a trabalho.

Oito furtos com características semelhantes foram registrados entre 20 e 27 de outubro em um posto da rede Lago Azul, no quilômetro 58 da rodovia dos Bandeirantes, em Jundiaí. Em quatro casos, as vítimas só perceberam o desaparecimento dos objetos depois de deixar o local.

Em uma ocorrência, dois funcionários que viajavam da zona norte da capital para Louveira pararam por 45 minutos no restaurante do posto. Ao chegar ao centro de distribuição da empresa, perceberam que tinham sido levados os notebooks que carregavam e um monitor portátil. Outra pessoa voltou ao carro e o encontrou destrancado, mas só notou no dia seguinte, no escritório em Campinas, que o notebook corporativo havia sumido.

Também houve relato de uma vítima que colocou uma bolsa com aparelho eletrônico no porta-malas e só percebeu o furto ao descarregar o veículo em um hotel de Campinas. Uma mulher identificou o crime apenas quando chegou a Araraquara. Os relatos indicam que o intervalo entre a parada e a descoberta pode dificultar a percepção imediata do furto.

Em setembro, a Polícia Militar Rodoviária prendeu duas pessoas no posto da rodovia Carvalho Pinto, em Caçapava, após o rastreador de um equipamento levado indicar a localização. Os suspeitos estavam em um carro com placas frias, segundo o registro. Na operação desta quarta-feira, não houve prisões. A Secretaria da Segurança Pública informou que oito viaturas e 16 policiais civis participaram das buscas.

A secretaria afirmou que os investigados podem responder por furto qualificado e associação criminosa. A Polícia Civil continua apurando a participação de cada suspeito. Para reduzir o risco, a orientação prática é confirmar manualmente se as portas travaram, sem confiar apenas no sinal sonoro ou luminoso do controle, e evitar deixar objetos à vista ou no interior do veículo quando ele ficar estacionado.

Fontes: Folha de S.Paulo

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