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Terça-feira, 27 de outubro de 2026

B3 aciona circuit breaker após queda de 13,88% do Ibovespa

A interrupção durou 30 minutos; na retomada, o índice chegou a recuar 16,8%, enquanto o dólar subiu 8,21% e fechou a R$ 5,40.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pregão da Bolsa com operadores acompanhando uma sessão de forte volatilidade. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pregão da Bolsa com operadores acompanhando uma sessão de forte volatilidade.
Resumo em 30 segundos

Após a reeleição de Lula, o Ibovespa caiu 13,88% na segunda-feira, e a B3 interrompeu as negociações por 30 minutos. O dólar fechou a R$ 5,40, com alta de 8,21%, e os juros futuros avançaram. Nesta terça, investidores acompanham indicadores econômicos e sinais sobre a política econômica a partir de 2027.

A Bolsa brasileira abriu a terça-feira ainda sob o impacto da forte queda registrada após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na segunda-feira, o Ibovespa recuou 13,88%, para 176.608,23 pontos, e a B3 acionou o circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020. O mecanismo interrompe temporariamente as negociações quando o índice cai com intensidade, para conter movimentos desordenados no mercado.

A paralisação ocorreu depois que o Ibovespa ultrapassou o limite de queda de 10%. As negociações ficaram suspensas por 30 minutos. Quando foram retomadas, o índice chegou a cair 16,8%, até 170,4 mil pontos, antes de recuperar parte das perdas. A B3 não acionou uma nova interrupção.

A reação dos investidores refletiu a revisão das expectativas para a política econômica a partir de 2027, sobretudo em relação às contas públicas e às regras fiscais. A definição da equipe econômica e eventuais medidas para controlar despesas também estão no radar do mercado, pois podem influenciar a avaliação sobre a dívida pública, os juros e o câmbio.

O dólar à vista subiu 8,21% e encerrou o dia cotado a R$ 5,40, a maior variação diária desde janeiro de 1999. Durante a sessão, a moeda chegou a avançar mais de 12%, alcançando R$ 5,60. O Banco Central ofereceu US$ 3,75 bilhões em swaps cambiais, instrumentos que funcionam como proteção contra oscilações do dólar. O Tesouro Nacional também fez recompras de títulos públicos para reduzir a volatilidade nos mercados de juros.

Os juros futuros, que refletem as expectativas dos investidores para as taxas em períodos seguintes, subiram mais de dois pontos percentuais e chegaram aos maiores níveis do ano. Os contratos passaram a indicar uma taxa Selic de 15,5% em maio de 2027. A Selic é a taxa básica de juros e influencia o custo do crédito, o consumo e as decisões de investimento.

As perdas na Bolsa foram mais fortes entre empresas sensíveis ao crédito e à atividade econômica. As ações do Magazine Luiza caíram 58,23%. Em Nova York, por outro lado, os principais índices fecharam em alta: o Dow Jones avançou 0,29%, o Nasdaq subiu 0,82% e o S&P 500 ganhou 0,7%.

Para esta terça-feira, a atenção dos investidores se volta a novos dados econômicos e a sinais sobre a condução da política econômica. Gabriel Galípolo participa pela manhã de uma coletiva sobre o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central, que avalia os riscos e a solidez do sistema financeiro. O encontro não tem como tema a política monetária, mas comentários sobre a volatilidade e as condições de liquidez podem ser acompanhados pelo mercado.

Às 8h, a Fundação Getulio Vargas divulga o Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M), que acompanha os preços de materiais, serviços e mão de obra no setor. Nos Estados Unidos, os investidores acompanham encomendas de bens duráveis, vendas de moradias novas e confiança do consumidor. Os indicadores podem alterar as expectativas sobre a economia americana e influenciar os mercados internacionais, o dólar e os juros.

Fontes: Estadão, O Globo

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