Ataques exploram falhas antigas para infectar iPhones e Android
A campanha também usou sites invadidos, lojas PrestaShop e pacotes npm; aparelhos sem correções podem expor senhas, mensagens e arquivos pessoais.
Resumo em 30 segundos
Uma campanha global usou sites legítimos comprometidos, serviços de análise de tráfego e pacotes de código para infectar celulares. No iPhone, explorou falhas em versões do iOS anteriores à 18; no Android, vulnerabilidades do Chrome. As correções já estavam disponíveis, mas aparelhos desatualizados continuavam expostos.
Uma campanha global de ciberataques comprometeu sites legítimos e serviços de análise de tráfego para infectar celulares Android e iPhones, segundo investigações de empresas de segurança digital. Os ataques exploraram falhas conhecidas em versões desatualizadas dos sistemas e buscavam roubar senhas, dados de navegação e outros arquivos pessoais.
A operação empregou diferentes caminhos para distribuir códigos maliciosos. Entre eles estavam páginas de notícias e militares invadidas, lojas virtuais feitas com a plataforma PrestaShop e pacotes legítimos publicados no gerenciador de código npm. Um dos casos identificados envolveu o Plerdy SEO Tracker, serviço ucraniano de análise de tráfego que foi comprometido temporariamente e fez milhares de sites carregarem códigos maliciosos.
Outra frente usou domínios antigos, antes ligados a serviços de publicidade e estatísticas. Depois que os endereços expiraram, criminosos os compraram e os reutilizaram. Páginas que ainda carregavam recursos desses domínios passaram a redirecionar usuários de iPhone para ferramentas de exploração chamadas Coruna e DarkSword.
Nos aparelhos da Apple, os ataques miravam versões do iOS anteriores à 18. As falhas permitiam que os códigos ultrapassassem as proteções do navegador e acessassem dados como mensagens, histórico de navegação, fotos e arquivos do iCloud Drive. Também podiam ser coletadas credenciais de carteiras de criptomoedas, incluindo Binance, Coinbase e Trust Wallet.
Em celulares Android, os invasores exploravam vulnerabilidades em versões do navegador Chrome para executar comandos à distância. De acordo com analistas da empresa Sekoia, o objetivo era obter dados de navegação, histórico e senhas de redes Wi-Fi. Os criminosos também recorriam a ferramentas comerciais de vigilância digital para automatizar a coleta antes que o usuário percebesse sinais de invasão.
As vulnerabilidades exploradas já tinham correções disponibilizadas pelos fabricantes, mas continuavam presentes em aparelhos sem atualização. Uma falha de segurança é um erro no software que pode ser aproveitado para acessar funções ou informações sem autorização; a instalação de correções reduz essa exposição.
Especialistas recomendam manter o sistema operacional e os aplicativos atualizados com os patches de segurança mais recentes. A atualização não recupera dados já roubados, mas pode impedir que brechas corrigidas continuem servindo como porta de entrada para ataques semelhantes.