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Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Rússia ataca energia da Ucrânia e deixa 600 mil sem luz

Os bombardeios mataram ao menos sete civis e atingiram uma usina termelétrica em Kiev, em meio à controvérsia sobre a trégua energética anunciada por Trump.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Usina termelétrica danificada à noite, com fumaça e áreas escuras ao redor. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Usina termelétrica danificada à noite, com fumaça e áreas escuras ao redor.
Resumo em 30 segundos

Ataques russos contra instalações de energia na Ucrânia mataram ao menos sete civis e deixaram cerca de 600 mil moradores de Kiev sem eletricidade. Volodimir Zelensky afirmou que uma usina termelétrica da capital foi atingida, violando a trégua energética anunciada por Donald Trump. Moscou confirmou ataques a usinas, mas não confirmou adesão à trégua.

A Rússia atacou instalações de energia na Ucrânia durante a noite de terça para quarta-feira, 14 de outubro, e matou ao menos sete civis em diferentes regiões, segundo autoridades ucranianas. O presidente Volodimir Zelensky afirmou que os bombardeios violaram a trégua energética anunciada por Donald Trump, que previa interromper ataques contra centrais elétricas e refinarias de petróleo.

Em Kiev, quatro pessoas morreram e 25 ficaram feridas. Cerca de 600 mil moradores da capital ficaram sem energia elétrica. Outros três civis morreram: dois na região de Dnipropetrovsk, no centro-leste, e um na região de Zaporizhzhia, no sul.

Zelensky disse que um míssil balístico atingiu a usina termelétrica número 4, considerada por ele uma instalação importante para o abastecimento de Kiev. Segundo o presidente, os sistemas ucranianos detectaram os projéteis apenas quando eles já se aproximavam da cidade, sem alerta antecipado dos aliados ocidentais.

O Ministério da Defesa russo confirmou que atacou usinas termelétricas em Kiev e arredores, além de instalações na região de Kharkiv. A pasta afirmou que essas estruturas eram usadas em benefício do complexo militar-industrial das Forças Armadas ucranianas.

A trégua energética foi anunciada por Trump no domingo. Ele declarou que Rússia e Ucrânia haviam concordado em suspender os ataques às instalações de energia, mas Moscou não confirmou que aceitou interromper as ofensivas. Na segunda-feira, a Ucrânia afirmou que responderia caso os ataques russos continuassem durante o inverno.

Zelensky chamou a ofensiva de deliberada e disse que os alvos eram justamente estruturas abrangidas pelo cessar-fogo anunciado pelo presidente americano. A crise ocorre em meio a divergências entre Trump e o líder ucraniano: o presidente dos Estados Unidos criticou ataques de Kiev a refinarias russas, que, segundo ele, contribuem para elevar os preços mundiais dos combustíveis. No sábado, Trump sugeriu que a Ucrânia deveria ter um “novo presidente”.

Um funcionário de alto escalão do governo ucraniano também acusou Washington de não alertar Kiev sobre lançamentos de mísseis russos em duas ocasiões e de reduzir a velocidade do serviço de internet via satélite Starlink. Um assessor de Zelensky afirmou que restrições a alguns terminais durante a noite prejudicaram várias missões. A Starlink é usada, entre outras funções, para comunicações no campo de batalha.

A Ucrânia depende de informações de inteligência militar de países ocidentais, especialmente dos Estados Unidos, para detectar ataques e identificar alvos russos. A falta de avisos prévios relatada por Kiev se soma às tensões entre os governos, enquanto a guerra em larga escala, iniciada pela Rússia em fevereiro de 2022, segue com ataques que atingem áreas civis e infraestrutura.

A Rússia informou ainda que derrubou 902 drones ucranianos durante a noite, incluindo 180 perto de Moscou. As operações afetaram aeroportos da capital russa; o terminal de Vnukovo suspendeu atividades por mais de oito horas, segundo autoridades russas.

Fontes: Zero Hora

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