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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Argentina confirma entrada legal de Flávio Bolsonaro e voo ao Equador

O senador cruzou a fronteira com a família e embarcou cerca de 40 minutos depois; o registro não confirma viagem posterior aos Estados Unidos.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Avião particular parado à noite em uma pista de aeroporto, com luzes ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Avião particular parado à noite em uma pista de aeroporto, com luzes ao fundo.
Resumo em 30 segundos

O governo argentino confirmou que Flávio Bolsonaro entrou legalmente no país com a mulher e as filhas na noite de terça-feira, 27 de outubro. Cerca de 40 minutos depois, a família embarcou em um voo privado para Guayaquil, no Equador. O registro não esclarece se eles seguiram depois para os Estados Unidos.

O governo da Argentina informou que o senador Flávio Bolsonaro entrou legalmente no país na noite de terça-feira, 27 de outubro, e seguiu cerca de 40 minutos depois em um voo privado para Guayaquil, no Equador. Ele viajou acompanhado da mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e das filhas Carolina e Luiza, segundo a Direção Nacional de Migrações argentina.

O órgão afirmou que Flávio e os familiares cruzaram a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones, às 22h50. A entrada foi registrada com documentos válidos e sem impedimento legal na fronteira. O voo da Baires Fly S.A. partiu às 23h30, conforme o plano de voo informado pelo governo argentino.

A confirmação ocorreu após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinar que Flávio entregasse o passaporte à Polícia Federal e ficasse proibido de deixar o país. O senador disse nas redes sociais que foi intimado quando saía da casa do pai e questionou a decisão. Até a confirmação argentina, aliados haviam afirmado que ele já estava em Miami, nos Estados Unidos, mas não havia confirmação de sua chegada ao país.

O destino informado às autoridades argentinas foi Guayaquil. O governo dos Estados Unidos anunciou que concederia visto a Flávio e à família, mas o registro do voo não confirma que eles tenham seguido posteriormente para os Estados Unidos nem que tenham recebido asilo político.

A ordem de Moraes foi tomada em um processo no STF que investiga Flávio e o advogado Willer Tomaz. A apuração preliminar da Polícia Federal aponta que o senador seria beneficiário de recursos da Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, também investigada pela corporação. Tomaz é suspeito de lavagem de dinheiro relacionada a negócios envolvendo apostas on-line, conhecidas como bets; Moraes determinou na semana passada o bloqueio de até R$ 6 bilhões ligado a ele.

A decisão sobre o passaporte também considerou uma declaração pública de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, que está nos Estados Unidos e tem um mandado de prisão em aberto no Brasil. Na semana passada, Eduardo defendeu que Flávio deixasse o país caso perdesse a eleição. Flávio contestou a medida e afirmou que ela se baseou na fala do irmão.

O senador também questionou o momento da decisão, tomada depois do resultado eleitoral, e perguntou se a ordem seria a mesma caso tivesse vencido. Após a derrota, no domingo, ele disse que não reconheceria o resultado e que pediria a anulação das eleições. Flávio criticou ainda a decisão do ministro do STF Cristiano Zanin de estender o período de votação por duas horas, alegando que a mudança teria afetado a igualdade entre os eleitores.

A viagem pela Argentina ocorreu enquanto ainda havia incerteza pública sobre o paradeiro de Flávio. O registro migratório confirma a entrada no país e a partida para o Equador, mas não esclarece o destino posterior da família. A determinação de Moraes sobre os passaportes permanece relacionada ao processo em curso no STF, no qual as suspeitas ainda estão sob investigação.

Fontes: Zero Hora, O Globo, Gazeta do Povo

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