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Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Apoiadores de Lula e Flávio criam sites para mobilizar eleitores

Ferramentas como Onde dá para conversar, Radar da Virada e Flaviômetro orientam ações de campanha e acompanham o engajamento de aliados nas redes.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Voluntários usam celulares e computadores para acompanhar conteúdos de campanha nas redes sociais. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Voluntários usam celulares e computadores para acompanhar conteúdos de campanha nas redes sociais.
Resumo em 30 segundos

Apoiadores de Lula e Flávio Bolsonaro criaram sites para buscar eleitores, divulgar conteúdo e monitorar o engajamento de aliados na campanha do segundo turno. As plataformas incluem mapas de votação, orientações para conversas e rankings de publicações. A mobilização digital também envolve canais de WhatsApp e ações em redes sociais.

Apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) criaram sites para orientar a militância, divulgar conteúdos de campanha e acompanhar a atuação de aliados nas redes sociais durante a disputa pelo segundo turno. Entre as ferramentas estão o “Onde dá para conversar”, voltado à busca de eleitores, o “Radar da Virada”, que monitora temas e menções on-line, e o “Flaviômetro”, dedicado ao engajamento de apoiadores do candidato do PL.

O “Onde dá para conversar” indica locais de votação com maior número de abstenções, votos brancos e nulos ou votos destinados a candidatos que não chegaram ao segundo turno. A proposta é ajudar grupos favoráveis a Lula a identificar áreas para abordar eleitores e tentar conquistar apoio. Desde 4 de outubro, a plataforma recebeu mais de 2,4 milhões de visitas.

O site também reúne orientações para conversas com diferentes grupos de eleitores. Entre as sugestões estão perguntar por que a pessoa não votou no primeiro turno e apresentar propostas que Lula teria em comum com candidatos de direita derrotados. A página afirma que seus dados foram compilados a partir dos boletins de urna por uma iniciativa independente e voluntária, sem ligação com a campanha petista.

Outra ferramenta favorável a Lula, o “Radar da Virada”, acompanha tendências e menções aos dois candidatos nas redes sociais e no Google. O portal destaca assuntos que, segundo seus responsáveis, podem influenciar votos e reúne declarações anteriores de Flávio e integrantes de sua campanha sobre temas como o fim da escala 6x1, aprovado no Senado nesta quarta-feira. Também funciona como acervo de vídeos de Lula e de personalidades que o apoiam, com orientações para compartilhar o material em diferentes redes e aplicativos.

Do lado bolsonarista, o “Flaviômetro” monitora em tempo real o engajamento digital de governadores, prefeitos, senadores e deputados que apoiam a candidatura do PL. A ferramenta publica um ranking diário de quem mais menciona Flávio ou pede votos para ele. O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) divulgou o site.

Na consulta feita até o fechamento desta notícia, os primeiros colocados eram os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG), reeleito, e Jeffrey Chiquini (PL-PR), eleito, além de Eduarda Campopiano (PL-SP), eleita para a Assembleia Legislativa de São Paulo. O portal também identifica como “ausentes” aliados que não fizeram publicações recentes em apoio ao senador, entre eles a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF).

As plataformas de campanha se somam a canais de WhatsApp usados para distribuir mensagens, vídeos e instruções à militância. O “Exército de Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), foi alvo de decisões divergentes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, determinou inicialmente a suspensão do grupo após pedido da campanha de Flávio, que alegou divulgação de boatos e compartilhamento coordenado de conteúdo. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do caso, revogou a suspensão na segunda-feira.

Na terça-feira, Nunes Marques autorizou o funcionamento do canal com a condição de que a campanha de Lula o registrasse como endereço oficial de comunicação em até 48 horas. Até a noite de quarta-feira, o grupo ainda não havia voltado a funcionar. O registro como canal oficial permite identificar formalmente a ferramenta como meio de comunicação de campanha perante a Justiça Eleitoral.

Aliados de Flávio, entre eles Nikolas Ferreira e o ex-coach Pablo Marçal (PRTB), organizaram o canal “Tropa do Flávio”, também usado para distribuir conteúdo eleitoral. O PL decidiu registrá-lo como meio oficial de comunicação nesta semana. Outra iniciativa, o site “Brasil 22 Token”, oferecia criptoativos a usuários que comprovassem publicações favoráveis ao senador, mas foi retirado do ar por determinação do TSE após representação apresentada pelo coordenador jurídico da campanha de Lula, Angelo Ferraro.

A disputa digital também inclui ações em redes sociais. Apoiadores de Flávio impulsionaram a hashtag “FandomscomFlávio”, com imagens de Taylor Swift e Ariana Grande e montagens de personagens de animes. A mobilização ocorreu em paralelo ao apoio de fã-clubes de artistas como Anitta e Beyoncé à campanha de Lula. O presidente passou a gravar vídeos no formato selfie e a se aproximar de jovens eleitos para a Câmara com presença expressiva nas redes; Flávio, por sua vez, planejou comícios e caminhadas chamados de “bloquinhos do 22”.

Fontes: O Globo, Valor Econômico, Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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