Agross planeja fábrica de R$ 50 milhões em Carazinho até 2028
Em missão empresarial na China, a fabricante busca soluções para três equipamentos e prevê iniciar as obras da unidade em junho de 2027.
Resumo em 30 segundos
A Agross do Brasil planeja investir R$ 50 milhões em uma fábrica de máquinas agrícolas, pecuárias e de grãos em Carazinho. As obras devem começar em junho de 2027, com operação prevista para setembro de 2028. A empresa também busca na China tecnologias para três equipamentos em desenvolvimento.
A fabricante gaúcha Agross do Brasil planeja construir uma fábrica em Carazinho, no norte do Rio Grande do Sul, e busca na China tecnologias para três máquinas em desenvolvimento. A empresa prevê investir R$ 50 milhões na unidade, com início das obras em junho de 2027 e operação industrial a partir de setembro de 2028.
A nova planta será dedicada à produção de equipamentos para os setores pecuário, agrícola e de grãos. A Agross estima que a unidade gere 400 empregos e aumente sua capacidade de fabricação em pelo menos 200%. A fábrica que já funciona em Quinze de Novembro ficará concentrada em engenharia, desenvolvimento e prototipagem — etapas de criação e teste de produtos antes da produção em escala.
O presidente da empresa, Silmo de Ávila, e a vice-presidente, Jaqueline Bullé, participam de uma missão empresarial na China. Segundo Ávila, a companhia busca soluções para incorporar aos equipamentos e considera o país asiático um parceiro tecnológico. Entre os itens que a Agross pretende importar está uma linha de pintura fornecida por uma empresa que atende fabricantes como Tesla, Toyota e Caterpillar.
O plano ocorre enquanto aumenta a presença de máquinas agrícolas importadas no Brasil. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que as importações do setor cresceram 42% de janeiro a setembro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior, e chegaram a 11,2 mil unidades.
As compras de tratores chineses avançaram 117% no período, totalizando 5,2 mil unidades. A Índia registrou volume semelhante. Somados, os dois países responderam por 93% dos tratores importados, segundo a associação.
A Anfavea afirma que o avanço das importações exige atenção às condições de concorrência. A entidade não defende limitar a entrada de marcas ou tecnologias, mas considera importante avaliar, além do preço inicial, a assistência técnica, a oferta de peças, a manutenção e a segurança dos equipamentos ao longo de sua vida útil.
A busca por tecnologia na China faz parte do plano de expansão da Agross, que pretende combinar a nova estrutura industrial de Carazinho com as atividades de desenvolvimento mantidas em Quinze de Novembro. A empresa ainda prevê começar a produzir na unidade gaúcha em setembro de 2028.
Para entender
- Anfavea
- A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores representa empresas fabricantes de veículos e máquinas agrícolas no Brasil. A entidade divulga dados do setor e acompanha temas como produção, importações e condições de concorrência.