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Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Abstenção nas eleições de 2026 fica estável, mas varia por região

O índice nacional foi de 21,08%, ante 20,95% em 2022; Sul, Sudeste e Centro-Oeste tiveram mais ausências, enquanto Norte e Nordeste registraram queda.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Urna eletrônica fechada em uma seção eleitoral vazia após a votação. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Urna eletrônica fechada em uma seção eleitoral vazia após a votação.
Resumo em 30 segundos

A abstenção nas eleições de 2026 ficou em 21,08%, pouco acima dos 20,95% registrados em 2022. O aumento ocorreu no Sul, Sudeste e Centro-Oeste; Norte e Nordeste tiveram redução. O Sudeste apresentou a maior taxa, de 22,70%, e o Nordeste, a maior queda em números absolutos.

A abstenção nas eleições de 2026 ficou em torno de 21,1% no país, praticamente no mesmo nível de 2022, mas com diferenças entre as regiões. Enquanto Sul, Sudeste e Centro-Oeste registraram aumento de ausências, Norte e Nordeste tiveram queda, segundo os dados eleitorais divulgados após a votação deste domingo, 4 de outubro.

O índice nacional passou de 20,95% em 2022, quando 32.770.982 eleitores não compareceram, para 21,08% neste ano, com 33.469.244 ausentes. A variação foi pequena no total, mas o balanço regional aponta 870.845 faltas a mais nas três regiões onde a taxa subiu e 356.178 a menos nas duas em que caiu.

O Sudeste teve a maior proporção de eleitores ausentes: 22,70%, ante 21,96% em 2022. Ao todo, 15.063.212 pessoas deixaram de votar, contra 14.647.196 na eleição anterior. A região reúne os maiores colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas Gerais.

No Centro-Oeste, a taxa foi de 21,70%, acima dos 21,34% de 2022. O número de ausentes passou de 2.462.998 para 2.604.805. Já no Sul, 4.678.334 eleitores não compareceram, o equivalente a 20,46% do eleitorado apto. Quatro anos antes, eram 4.365.312 ausentes, ou 19,35%.

As outras duas regiões tiveram redução. No Norte, a abstenção caiu de 20,93% para 19,43%, com 2.546.182 ausentes neste ano, 83.310 a menos que em 2022. Rondônia apresentou a maior redução entre os estados, de 2,93 pontos percentuais.

O Nordeste teve a maior queda em números absolutos: 272.868 ausências a menos. A taxa recuou de 19,52% para 18,39%, enquanto o total de eleitores que não foram às urnas diminuiu de 8.275.234 para 8.002.366.

A abstenção corresponde à parcela do eleitorado apto que não comparece para votar. Ela não é o mesmo que voto branco ou nulo, registrados entre as pessoas que foram às urnas. Considerando apenas a ausência, o resultado nacional de 2026 supera 21% pela primeira vez desde 1998, mas fica abaixo dos 21,49% daquele ano, o maior percentual em eleições presidenciais desde a redemocratização.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo que o tribunal acompanha o problema. “Não é o ideal. A ideia é aperfeiçoar e intensificar todos os mecanismos possíveis para diminuir isso no segundo turno”, disse.

Para entender

Abstenção eleitoral
É a parcela do eleitorado apto que não comparece para votar. Diferentemente dos votos brancos e nulos, a abstenção contabiliza quem não foi às urnas; brancos e nulos são registrados entre os eleitores que compareceram.

Fontes: Gazeta do Povo, O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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