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Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Violência lidera lista de problemas do país para eleitores, diz Datafolha

Saúde aparece em segundo lugar, com 18%, e economia em terceiro, com 15%; a pesquisa ouviu 2.520 pessoas nos dias 13 e 14 de outubro.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Rua urbana com uma viatura policial ao fundo e a entrada de uma unidade de saúde. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Rua urbana com uma viatura policial ao fundo e a entrada de uma unidade de saúde.
Resumo em 30 segundos

Violência é apontada por 20% dos entrevistados como o principal problema de responsabilidade do governo federal, segundo pesquisa Datafolha. Saúde aparece em seguida, com 18%, e economia, que inclui inflação e preço dos alimentos, tem 15%. As variações em relação às pesquisas anteriores ficaram dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais.

Violência e saúde são os principais problemas do país para 20% e 18% dos eleitores, respectivamente, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15). A economia, que inclui menções à inflação e ao preço dos alimentos, aparece em terceiro lugar, com 15%. O levantamento ouviu 2.520 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 13 e 14 de outubro.

A pesquisa pediu que cada entrevistado apontasse espontaneamente, sem alternativas, apenas um problema de responsabilidade do governo federal. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, no total da amostra. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00466/2026.

Corrupção foi mencionada por 7% dos participantes, seguida por educação, com 6%, e desemprego, com 4%. Fome e miséria e impostos altos tiveram 3% cada; desigualdade social, 2%. Administração pública, gastos públicos, impunidade, salário, política e habitação receberam 1% das respostas cada.

As menções à violência incluem referências à segurança, à polícia e à criminalidade. O tema subiu de 17% em julho para 20%, seu maior índice numérico desde 2023, enquanto saúde recuou de 21% nas duas pesquisas anteriores para 18%. As variações, porém, ficaram dentro da margem de erro.

A preocupação com violência aparece em níveis semelhantes entre diferentes grupos. Saúde é citada com mais frequência por mulheres, 22%, do que por homens, 14%; e por pessoas com renda familiar mensal de até dois salários mínimos, 23%, em comparação com 12% entre aquelas que recebem mais de cinco salários mínimos.

Entre eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva, violência e saúde lideram, ambas com 19%, enquanto economia marca 9%. No grupo que apoia Flávio Bolsonaro, economia tem 21%, em empate técnico com violência, citada por 20%, e saúde, por 17%. Empate técnico significa que a diferença entre os resultados está dentro da margem de erro e, portanto, não permite afirmar com segurança que um percentual é maior que outro.

Os temas também estão presentes nas propostas dos candidatos. Lula e Flávio defendem reduzir filas do Sistema Único de Saúde (SUS), com uso de tecnologia e parcerias com a rede privada. Na segurança pública, Flávio propõe medidas como castração química para criminosos sexuais e redução da maioridade penal; Lula aposta em uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para ampliar a coordenação federal da área.

Nesta quinta-feira, aliados de Lula articularam reduzir a maioridade penal para crimes hediondos, mas a iniciativa enfrentou resistência no governo e dividiu o PT. Na economia, o fim da escala de trabalho 6 por 1, aprovado pelo Senado na quarta-feira (14), é uma das apostas de Lula. Flávio votou a favor da proposta após criticá-la, mas sua campanha sinalizou que pode promover mudanças no texto caso ele seja eleito.

Fontes: Folha de S.Paulo, Estadão

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