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Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Turquia mantém tropas no Iraque e na Síria sem prazo para retirada

O ministro da Defesa, Yasar Güler, diz que a saída dependerá da segurança das fronteiras e, na Síria, da eliminação de ameaças e do controle estatal pleno.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Veículos militares em uma estrada de uma região montanhosa de fronteira. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Veículos militares em uma estrada de uma região montanhosa de fronteira.
Resumo em 30 segundos

A Turquia manterá tropas no Iraque e na Síria até considerar garantidas a segurança de suas fronteiras e a estabilidade regional, afirmou o ministro da Defesa, Yasar Güler. Ele não informou o número atual de soldados nem estabeleceu prazo para rever a presença militar. A retirada na Síria também dependerá da eliminação de ameaças e do controle estatal em todo o país.

A Turquia manterá tropas no Iraque e na Síria até considerar garantidas a segurança de suas fronteiras e a estabilidade regional, afirmou o ministro da Defesa turco, Yasar Güler. Em entrevista por escrito, ele disse que a presença militar será reavaliada quando as condições de segurança forem consideradas suficientes, mas não informou quantos soldados estão mobilizados.

Güler justificou a permanência das forças pela necessidade de combater o terrorismo e proteger o território turco. Sobre a Síria, afirmou que a retirada dependerá também da eliminação completa da ameaça terrorista e do estabelecimento pleno e uniforme da autoridade do Estado em todo o país.

Uma fonte de segurança iraquiana estima que entre 800 e 1.000 militares turcos estejam no Iraque. Na Síria, fontes turcas calculavam que havia de 16 mil a 18 mil soldados quando o presidente Bashar al-Assad foi derrubado, no fim de 2024. O ministro não atualizou os números.

A queda de Assad abriu uma nova etapa nas relações entre Ancara e Damasco. Os dois países se aproximaram diplomaticamente e trabalham na elaboração de um “documento estratégico global”, segundo o ministro das Relações Exteriores da Síria, Assad al-Chaibani.

No Iraque, a presença turca está ligada ao processo de paz iniciado em 2024 com a rebelião curda. Os serviços de inteligência da Turquia confirmaram recentemente que o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) retirou integrantes de quatro bases no norte iraquiano, movimento considerado um avanço no processo.

Ancara também acompanha iniciativas do governo central do Iraque para desarmar milícias e submetê-las ao controle estatal. A declaração de Güler, porém, não estabeleceu prazo para a revisão da presença militar nem detalhou quais condições serão usadas para decidir a retirada.

A atuação militar internacional no Iraque e na Síria começou em 2014, quando o grupo Estado Islâmico (EI) conquistou amplas áreas nos dois países e cometeu atrocidades. O grupo armado perdeu o controle territorial que havia estabelecido, mas a Turquia afirma que ainda há ameaças de segurança na região.

Para entender

PKK
O Partido dos Trabalhadores do Curdistão é uma organização curda que atua na região. A Turquia considera o grupo uma organização terrorista. Sua atuação e o processo de paz envolvendo a rebelião curda são parte do contexto da presença militar turca no norte do Iraque.

Fontes: Zero Hora

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