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Terça-feira, 6 de outubro de 2026

COP31 em Antália reúne países para negociar medidas climáticas

A conferência será realizada de 9 a 20 de novembro, na Turquia, com foco em financiamento climático, combustíveis fósseis e transição energética.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Centro de conferências em Antália, na Turquia, com delegados caminhando em direção ao local. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Centro de conferências em Antália, na Turquia, com delegados caminhando em direção ao local.
Resumo em 30 segundos

A COP31 reunirá cerca de 200 países em Antália, na Turquia, de 9 a 20 de novembro. As negociações devem abordar financiamento climático, combustíveis fósseis e a participação da eletricidade no consumo de energia. Especialistas não esperam grandes avanços multilaterais, em meio a divisões geopolíticas e prioridades econômicas conflitantes.

A 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31) será realizada de 9 a 20 de novembro em Antália, na Turquia, com cerca de 200 países reunidos para negociar medidas contra o aquecimento global. A Turquia ocupará a presidência do encontro, enquanto a Austrália conduzirá as negociações; as perspectivas são de avanços limitados em temas como combustíveis fósseis e financiamento climático.

A conferência ocorrerá após meses marcados por eventos extremos e alertas sobre a aceleração do aquecimento. Em agosto, o colapso de uma geleira no Nepal provocou uma enxurrada de lama que matou milhares de pessoas. Na Europa, ondas de calor sucessivas estiveram associadas a mais de 30 mil mortes acima do esperado. No mês passado, a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que o limite de 1,5 °C de aquecimento previsto no Acordo de Paris pode ser ultrapassado em poucos anos.

O El Niño, fenômeno natural que influencia a temperatura e os padrões de chuva, deverá estar em sua fase mais intensa durante a conferência e pode agravar eventos extremos. A combinação desses fatores amplia a pressão sobre os negociadores, mas especialistas avaliam que as divisões geopolíticas e as prioridades econômicas dos países dificultam um acordo multilateral expressivo.

O financiamento climático estará entre os principais assuntos. Países em desenvolvimento reivindicam recursos para se adaptar às mudanças climáticas, enquanto a soberania energética ganhou peso em meio à pressão sobre os mercados provocada pela guerra no Oriente Médio. A pesquisadora Marta Torres Gunfaus, do instituto IDDRI, avalia que não deve haver um avanço real nas negociações multilaterais neste momento. David Waskow, do World Resources Institute (WRI), disse que os governos precisarão buscar resultados concretos, embora a conferência possa terminar sem conquistas de grande escala.

A presidência turca incluiu entre seus dez temas prioritários uma proposta para elevar a participação da eletricidade no consumo mundial de energia a 35% até 2035, ante cerca de 23% atualmente. A Agência Internacional de Energia (AIE), em relatório publicado em setembro a pedido da Turquia e da Austrália, considerou a meta possível. Para Janet Milongo, da Climate Action Network (CAN), porém, a expansão só representará progresso climático se for abastecida por fontes renováveis sustentáveis, e não por combustíveis fósseis ou energia nuclear.

A disputa sobre petróleo, gás e carvão segue sem metas e prazos obrigatórios. Em Dubai, em 2023, os países concordaram com uma eliminação gradual desses combustíveis, mas as negociações seguintes não definiram como nem quando fazê-la. Na COP30, em Belém, em 2025, o tema ficou fora do acordo final após pressão de países produtores de hidrocarbonetos; o Brasil lançou apenas um roteiro voluntário para a transição.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que as medidas climáticas precisam conciliar metas ambientais com condições sociais e econômicas. A conferência também incluirá, em sua agenda de ação, compromissos não vinculantes sobre inteligência artificial e o consumo crescente de energia e água pelos sistemas de IA. Simon Stiell, chefe da secretaria da ONU para mudanças climáticas, pediu que empresas de tecnologia apresentem metas climáticas confiáveis e demonstrem que os benefícios da tecnologia justificam seus custos ambientais.

Para entender

COP
A Conferência das Partes é o encontro anual dos países que integram a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. As reuniões servem para negociar ações e compromissos internacionais relacionados à redução de emissões e à adaptação aos impactos climáticos.
Acordo de Paris
Tratado internacional adotado em 2015 por países reunidos sob a Convenção do Clima da ONU. Seu objetivo é limitar o aquecimento global, com esforços para mantê-lo bem abaixo de 2 °C e buscar restringi-lo a 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais.

Fontes: Zero Hora

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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