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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Tesla registra queda de 44% no lucro e amplia aposta em IA

O resultado trimestral da Tesla ficou abaixo das expectativas de analistas, enquanto a empresa avalia uma possível fusão com a SpaceX, ainda sem acordo.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Carro elétrico em montagem ao lado de braços robóticos em uma fábrica. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Carro elétrico em montagem ao lado de braços robóticos em uma fábrica.
Resumo em 30 segundos

A Tesla lucrou US$ 787 milhões no terceiro trimestre, queda de 44% em um ano, e teve receita de US$ 28 bilhões. O resultado ficou abaixo das projeções de analistas. A divulgação ocorreu um dia após Elon Musk confirmar que comitês das empresas estudam uma possível fusão, que ainda não tem acordo e depende de aprovação dos acionistas da Tesla.

A Tesla informou nesta quarta-feira que seu lucro líquido caiu 44% no terceiro trimestre, para US$ 787 milhões, ante US$ 1,4 bilhão no mesmo período do ano passado. A receita ficou praticamente estável, em US$ 28 bilhões, enquanto a empresa amplia investimentos em inteligência artificial, veículos autônomos e robôs humanoides.

O resultado ficou abaixo das expectativas médias de analistas compiladas pela própria Tesla: eles projetavam lucro líquido de US$ 815 milhões e receita de US$ 28,3 bilhões. Foi a segunda queda trimestral consecutiva do lucro da montadora.

A divulgação ocorreu um dia depois de Elon Musk confirmar que Tesla e SpaceX criaram comitês especiais para estudar uma possível fusão. O empresário afirmou que apoia a combinação, mas não participa das negociações por considerar que haveria conflito de interesses. Nenhum acordo foi fechado, e a operação dependeria da aprovação da maioria dos acionistas da Tesla.

Musk também disse que a fusão pode não acontecer. A união reuniria negócios de carros, foguetes, internet via satélite, robótica e inteligência artificial sob um mesmo grupo. A eventual combinação surge enquanto a Tesla direciona recursos a áreas que ainda geram pouca receita para a empresa, segundo o relato de seus planos e resultados.

A companhia estabeleceu uma meta de gastos de US$ 25 bilhões e garantiu US$ 30 bilhões em novos empréstimos e linhas de crédito para sustentar o crescimento. O investimento em novas tecnologias ocorre em paralelo à dependência dos modelos Model Y e Model 3, que continuam respondendo por boa parte da receita.

Neste ano, a Tesla começou a produzir o caminhão elétrico pesado Semi e o Cybercab, veículo autônomo sem volante. A empresa ainda não comercializa o Cybercab e está no início das entregas do Semi em volumes significativos. Neste mês, também apresentou o Roadster; uma versão poderá voar por curtas distâncias, mas a produção está prevista para 2028 e o preço deve chegar a centenas de milhares de dólares mesmo na configuração convencional.

Os recursos de assistência avançada ao motorista parecem ajudar a impulsionar as vendas, de acordo com analistas. No terceiro trimestre, a Tesla respondeu por 54% das vendas de veículos elétricos novos nos Estados Unidos, segundo a Cox Automotive. Em 2024, sua fatia havia caído para menos de 50%, com o avanço de montadoras tradicionais, como Hyundai e General Motors.

A possível fusão também colocaria em discussão o peso futuro da venda de carros dentro do grupo. Musk descreveu inteligência artificial, robôs e táxis autônomos como áreas centrais para a Tesla, enquanto investidores buscam mais clareza sobre os planos da empresa.

Fontes: O Globo, Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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