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Segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Aurora boreal ilumina a Lapônia após tempestade solar na Finlândia

As luzes verdes e vermelhas foram vistas por horas em Rovaniemi e também chegaram a áreas mais ao sul da Europa, como Itália, Córsega e Ucrânia.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Auroras verdes e vermelhas sobre uma floresta nevada na Lapônia finlandesa. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Auroras verdes e vermelhas sobre uma floresta nevada na Lapônia finlandesa.
Resumo em 30 segundos

Auroras boreais iluminaram a Lapônia e outras áreas da Finlândia na noite de 10 de outubro, após uma tempestade geomagnética ligada a uma ejeção de massa coronal do Sol. O fenômeno foi visível por várias horas em Rovaniemi e também apareceu em regiões mais ao sul da Europa. A previsão não indicava possibilidade de observação no Brasil.

Uma tempestade geomagnética associada a uma ejeção de massa coronal do Sol produziu auroras boreais na noite de sábado (10) na Finlândia, com destaque para a região da Lapônia. As luzes verdes e vermelhas também foram observadas em áreas mais ao sul da Europa, como Itália, Córsega e Ucrânia.

Em Rovaniemi, no norte finlandês, o fenômeno permaneceu visível por várias horas. A intensidade aumentou em três períodos, quando faixas luminosas se deslocaram pelo céu. Câmeras registraram as auroras, que puderam ser vistas a olho nu.

A ejeção de massa coronal, conhecida pela sigla CME, foi lançada pelo Sol em 6 de outubro e era esperada nas proximidades da Terra em 9 de outubro. Esse tipo de evento libera plasma e campos magnéticos; ao interagirem com a magnetosfera terrestre, podem provocar uma tempestade geomagnética.

Durante esse processo, partículas energéticas atingem gases da atmosfera e liberam energia em forma de luz. A cor depende dos gases envolvidos e da altitude da interação: o verde é frequente, enquanto o vermelho pode surgir em determinadas condições. As auroras boreais ocorrem sobretudo em altas latitudes do Hemisfério Norte, mas tempestades mais intensas podem ampliar a área em que são vistas.

Antes da chegada da CME, o Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) estimava uma tempestade entre os níveis G1, considerado menor, e G2, moderado. A visibilidade em um local específico, porém, não é garantida: depende, entre outros fatores, da orientação do campo magnético trazido pelo material solar e da interação com o campo magnético da Terra.

A erupção solar relacionada à ejeção foi classificada como M1.4 e teve origem na região de manchas solares AR4549. Antes de alcançar a Terra, o material se deslocava a cerca de 560 quilômetros por segundo. Poucas horas depois, a mesma região registrou outra erupção, de classe M1.8.

A atividade solar poderia continuar nos dias seguintes, e outras regiões ativas do Sol e fluxos de vento solar também eram monitorados. Novas auroras dependeriam da ocorrência e da intensidade de perturbações geomagnéticas. A previsão citada não apontava possibilidade de observação no Brasil, embora a tempestade tenha levado as luzes a áreas europeias mais ao sul do que o habitual.

Para entender

Ejeção de massa coronal
É uma grande liberação de plasma e campos magnéticos pela atmosfera externa do Sol. Se o material alcança a Terra e interage com sua magnetosfera, pode provocar perturbações geomagnéticas e favorecer a formação de auroras.
Tempestade geomagnética
É uma perturbação temporária da magnetosfera terrestre causada pela interação com material e campos magnéticos vindos do Sol. A intensidade da tempestade influencia a extensão das áreas onde as auroras podem ser observadas.

Fontes: O Globo

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