Segundo turno de 2026 define presidente por maioria dos votos válidos
A votação será em 25 de outubro; votos brancos e nulos ficam fora da conta, e um empate exato favorece o candidato mais velho.
Resumo em 30 segundos
Lula e Flávio Bolsonaro disputam a Presidência no segundo turno de 25 de outubro. Vence quem obtiver mais da metade dos votos válidos, sem somar os resultados da primeira etapa. Se houver empate exato na apuração, a legislação considera eleito o candidato mais idoso; empate técnico em pesquisas não altera a contagem.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputarão a Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026, marcado para 25 de outubro. Será eleito quem obtiver mais da metade dos votos válidos; votos brancos e nulos ficam fora desse cálculo, e não há um total fixo de votos necessário antes da votação.
A quantidade que garante a vitória depende do total de votos válidos apurados. Se, por exemplo, forem registrados 120 milhões, será preciso receber pelo menos 60.000.001 votos. Como apenas dois candidatos concorrem nesta etapa, quem terminar com a maioria dos votos válidos vence.
No primeiro turno, Flávio ficou à frente, com 56.104.503 votos, equivalentes a 47,03% dos válidos. Lula recebeu 53.879.538 votos, ou 45,16%, uma diferença de 2.224.965 votos. Essa vantagem não é somada ao resultado da segunda votação: os eleitores fazem uma nova escolha, e os votos recebidos pelos demais candidatos não são transferidos automaticamente.
O segundo turno ocorre quando nenhum concorrente alcança a maioria absoluta dos votos válidos na primeira etapa. A regra está prevista na Constituição Federal e na Lei das Eleições. Na disputa de 2026, os dois candidatos mais votados no primeiro turno avançaram para a votação final.
Um empate exato entre os dois é diferente de um empate técnico, expressão usada para indicar que uma pesquisa não consegue apontar vantagem estatisticamente conclusiva entre candidatos. Na apuração, porém, a legislação prevê um critério específico se ambos terminarem com exatamente o mesmo número de votos: será considerado eleito o candidato mais idoso, conforme o artigo 110 do Código Eleitoral. Não há previsão de um terceiro turno.
Como Lula tem 80 anos e Flávio Bolsonaro, 45, o critério favoreceria o petista em uma hipótese de igualdade absoluta na votação. Esse desempate legal não significa que uma diferença pequena ou um empate técnico em pesquisa altere a contagem: a decisão depende dos votos válidos efetivamente apurados.
A votação será realizada em 25 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Após o encerramento, as urnas eletrônicas emitem boletins de urna, documentos que registram os votos contabilizados em cada seção eleitoral.
Além da disputa presidencial, haverá segundo turno para governador no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo e Rio Grande do Norte. Nessas unidades, os eleitores escolherão entre os dois candidatos mais votados no primeiro turno para o governo estadual.