Pular para o conteúdo
Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Ricardo Nunes defende apoio do MDB a Flávio Bolsonaro no segundo turno

O prefeito de São Paulo afirma que 17 dos 27 diretórios estaduais da sigla já apoiam o candidato e espera ampliar a adesão antes da eleição.

Por Redação Plantão Paulista 4 min de leitura
Imagem gerada por IA: Ricardo Nunes fala em evento político, diante de microfones. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Ricardo Nunes fala em evento político, diante de microfones.
Resumo em 30 segundos

Ricardo Nunes afirmou que seria um erro o MDB ter apoiado Lula no primeiro turno e defendeu a decisão de deixar os diretórios estaduais livres para escolher seus candidatos. Segundo o prefeito, 17 dos 27 diretórios já apoiam Flávio Bolsonaro no segundo turno. Nunes também negou negociações por cargos e disse que trabalhará para ampliar o apoio ao candidato.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), afirmou que seria um erro o partido ter apoiado Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno da eleição presidencial. Nunes defendeu a decisão da legenda de liberar seus diretórios estaduais e disse que trabalha para ampliar o apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.

A declaração foi dada em entrevista nesta terça-feira, durante a articulação de um ato em São Paulo para oficializar o posicionamento de diretórios do MDB favoráveis a Flávio. Segundo Nunes, 17 dos 27 diretórios estaduais já decidiram apoiar o candidato. Ele acredita que outros ainda vão aderir, embora a quantidade atual já represente uma maioria.

O MDB havia adotado neutralidade no primeiro turno, apesar de integrar o governo Lula com três ministros. Nunes disse que a decisão respeitou a diversidade política interna da sigla. “Seria um erro se tivesse apoiado o Lula”, afirmou. Para ele, a liberação dos diretórios para escolherem seus próprios candidatos foi acertada.

O prefeito declarou que foi um dos primeiros integrantes do MDB a apoiar Flávio e disse ter conversado com o candidato antes de decidir. Justificou a escolha com críticas ao governo federal, que, segundo ele, tem prejudicado a cidade de São Paulo ao não liberar operações de crédito e ao não contribuir com o programa habitacional Pode Entrar.

Nunes também criticou a situação econômica do país e mencionou dívida pública de R$ 11 trilhões e endividamento de 82% da população. Os números foram apresentados por ele ao explicar por que considera que Flávio poderia melhorar a condução do país. O prefeito afirmou que espera que um eventual governo do candidato atenda às demandas de municípios administrados pelo MDB, mas negou que a legenda tenha condicionado o apoio à obtenção de cargos.

“Não participei de nenhuma conversa sobre isso, não teve nada sobre isso”, disse Nunes, ao negar negociações por ministérios. Ele afirmou que, se Flávio pedir nomes para compor uma equipe, poderá indicar profissionais da administração municipal, mas disse que não pretende apresentar indicações por iniciativa própria. Citou Robinson Sakiyama Barreirinhas, procurador municipal de carreira e atual secretário especial da Receita Federal, como exemplo de alguém que saiu dos quadros da prefeitura para atuar no governo federal.

Na avaliação de Nunes, Flávio deve participar de debates no segundo turno e cobrar Lula sobre temas econômicos e o caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e investigações relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O prefeito afirmou que a disputa permanece em aberto até a apuração final e disse que a equipe de campanha está buscando apoios, sem considerar o resultado garantido.

Flávio terminou à frente de Lula no primeiro turno, mas ficou atrás do atual presidente na cidade de São Paulo e em 13 municípios da região metropolitana, segundo a entrevista. Nunes comparou a diferença entre os dois candidatos na capital: disse que caiu de 650 mil votos na eleição anterior para 300 mil nesta disputa. Também afirmou que Tarcísio de Freitas teve 1,2 milhão de votos a mais na cidade do que na eleição passada.

O prefeito atribuiu o resultado à força das campanhas na região e disse que, no segundo turno, poderá concentrar esforços na candidatura presidencial. Ele prevê que Flávio terá mais votos na capital, inclusive porque eleitores de Ronaldo Caiado, do PSD, poderão migrar para o candidato do PL. Nunes também afirmou que um alinhamento entre os governos federal, estadual e municipal seria importante para a cidade, mas voltou a acusar o governo Lula de boicotar a prefeitura.

Questionado sobre a eleição municipal de 2028, Nunes descartou apoiar Ricardo Salles, do Novo, e afirmou que pretende trabalhar pela candidatura de alguém de seu secretariado. Segundo ele, a escolha deve recair sobre uma pessoa ligada à atual gestão, para dar continuidade a projetos e metas nas áreas de drenagem e habitação. Nunes disse ainda que seu próprio futuro político dependerá da avaliação de sua administração ao fim do mandato.

O MDB é uma legenda com diretórios estaduais que podem assumir posições eleitorais distintas, como ocorreu neste segundo turno. A neutralidade nacional no primeiro turno não impediu manifestações individuais de apoio, e a decisão de cada diretório agora indica uma adesão regional, não necessariamente uma mudança formal de todos os integrantes do partido. Nunes, prefeito pelo MDB, se posicionou à direita no debate presidencial ao apoiar Flávio Bolsonaro e criticar Lula; isso não altera, por si só, a classificação de toda a sigla, que reúne correntes políticas diversas.

Fontes: O Globo, Zero Hora

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também