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Domingo, 4 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro busca votos no Sudeste com apoio de eleitos

No segundo turno contra Lula, a campanha espera que Nikolas Ferreira e Cleitinho ampliem a votação em Minas Gerais e planeja mobilizar aliados em outros estados.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Candidato genérico discursa para apoiadores em um ato de campanha com bandeiras verdes e amarelas. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Candidato genérico discursa para apoiadores em um ato de campanha com bandeiras verdes e amarelas.
Resumo em 30 segundos

Flávio Bolsonaro pretende ampliar sua votação no Sudeste no segundo turno contra Lula, com apoio de políticos eleitos na primeira etapa. Em Minas Gerais, a campanha aposta na atuação de Nikolas Ferreira e Cleitinho, mas avalia que precisa avançar entre outros eleitores. Também planeja mobilizar aliados pelo país e buscar apoio de partidos ainda sem posição definida.

Flávio Bolsonaro (PL) pretende usar o apoio de políticos eleitos no primeiro turno e ampliar sua presença no Sudeste para buscar votos no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em Minas Gerais, aliados apostam que o senador Cleitinho (Republicanos) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) ajudem a aumentar a votação do candidato no estado, que tem o segundo maior eleitorado do país.

Nikolas foi reeleito deputado federal com a maior votação de Minas Gerais. A campanha de Flávio espera que ele se dedique à disputa presidencial depois de ter viajado, no primeiro turno, ao Amapá e a Rondônia para mobilizar eleitores em favor do impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Cleitinho venceu a eleição para o governo mineiro no primeiro turno. O PL, que lançou o empresário Flávio Roscoe ao cargo após negociações sem acordo com o senador, considera certa a participação de Cleitinho na campanha presidencial. Aliados reconhecem, porém, que ele não é um dos principais entusiastas de Flávio.

A equipe do candidato também avalia que precisa avançar em outros segmentos do eleitorado mineiro. O estado é considerado estratégico pelo tamanho de seu colégio eleitoral, e a campanha ainda vai examinar os resultados do primeiro turno para decidir onde concentrar viagens e ações.

Flávio deve fazer um novo giro pelo Sudeste nas próximas três semanas. Na etapa inicial, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais foram os estados mais visitados. A equipe pretende analisar os números antes de definir se novas viagens ao Rio, base eleitoral da família Bolsonaro, podem trazer ganhos relevantes.

A campanha também quer aproveitar a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo de São Paulo, decidida no primeiro turno contra Fernando Haddad (PT), para ampliar o apoio em outros estados, como o Paraná. Em Goiás, aliados veem espaço para crescimento após a derrota do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), que recebeu menos votos que Augusto Cury (Avante).

A partir desta segunda-feira (5), os eleitos no primeiro turno devem ser chamados a participar integralmente da campanha presidencial. A estratégia é ampliar o número de apoiadores que atuam como cabos eleitorais pelo país. O vice de Flávio, Alfredo Gaspar (PL), e o senador Rogério Marinho (PL-RN), por exemplo, fizeram viagens pelo Nordeste enquanto o candidato se concentrava no Sudeste. Daniella Marques (PL) participou de eventos com mulheres e empresários.

Aliadas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também avaliam organizar caravanas para pedir votos, como fizeram em 2022. A iniciativa poderia ser liderada pela senadora Damares Alves (Republicanos), pela governadora reeleita do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e pela ex-ministra da Mulher Cristiane Britto (Republicanos).

A campanha ainda busca apoio de partidos que não declararam preferência entre Lula e Flávio. Os presidentes da federação formada por União Brasil e PP têm reunião marcada para terça-feira (6), em Brasília, com a bancada eleita. Aliados do senador dizem que os eleitores de candidatos de centro e de direita podem migrar para Flávio mesmo sem uma aliança formal. No primeiro semestre, ele tentou obter o apoio da federação e do Republicanos, mas concorreu com uma chapa formada apenas por seu partido.

Fontes: Folha de S.Paulo

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