Flávio Bolsonaro busca votos no Sudeste com apoio de eleitos
No segundo turno contra Lula, a campanha espera que Nikolas Ferreira e Cleitinho ampliem a votação em Minas Gerais e planeja mobilizar aliados em outros estados.
Resumo em 30 segundos
Flávio Bolsonaro pretende ampliar sua votação no Sudeste no segundo turno contra Lula, com apoio de políticos eleitos na primeira etapa. Em Minas Gerais, a campanha aposta na atuação de Nikolas Ferreira e Cleitinho, mas avalia que precisa avançar entre outros eleitores. Também planeja mobilizar aliados pelo país e buscar apoio de partidos ainda sem posição definida.
Flávio Bolsonaro (PL) pretende usar o apoio de políticos eleitos no primeiro turno e ampliar sua presença no Sudeste para buscar votos no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em Minas Gerais, aliados apostam que o senador Cleitinho (Republicanos) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) ajudem a aumentar a votação do candidato no estado, que tem o segundo maior eleitorado do país.
Nikolas foi reeleito deputado federal com a maior votação de Minas Gerais. A campanha de Flávio espera que ele se dedique à disputa presidencial depois de ter viajado, no primeiro turno, ao Amapá e a Rondônia para mobilizar eleitores em favor do impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Cleitinho venceu a eleição para o governo mineiro no primeiro turno. O PL, que lançou o empresário Flávio Roscoe ao cargo após negociações sem acordo com o senador, considera certa a participação de Cleitinho na campanha presidencial. Aliados reconhecem, porém, que ele não é um dos principais entusiastas de Flávio.
A equipe do candidato também avalia que precisa avançar em outros segmentos do eleitorado mineiro. O estado é considerado estratégico pelo tamanho de seu colégio eleitoral, e a campanha ainda vai examinar os resultados do primeiro turno para decidir onde concentrar viagens e ações.
Flávio deve fazer um novo giro pelo Sudeste nas próximas três semanas. Na etapa inicial, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais foram os estados mais visitados. A equipe pretende analisar os números antes de definir se novas viagens ao Rio, base eleitoral da família Bolsonaro, podem trazer ganhos relevantes.
A campanha também quer aproveitar a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo de São Paulo, decidida no primeiro turno contra Fernando Haddad (PT), para ampliar o apoio em outros estados, como o Paraná. Em Goiás, aliados veem espaço para crescimento após a derrota do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), que recebeu menos votos que Augusto Cury (Avante).
A partir desta segunda-feira (5), os eleitos no primeiro turno devem ser chamados a participar integralmente da campanha presidencial. A estratégia é ampliar o número de apoiadores que atuam como cabos eleitorais pelo país. O vice de Flávio, Alfredo Gaspar (PL), e o senador Rogério Marinho (PL-RN), por exemplo, fizeram viagens pelo Nordeste enquanto o candidato se concentrava no Sudeste. Daniella Marques (PL) participou de eventos com mulheres e empresários.
Aliadas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também avaliam organizar caravanas para pedir votos, como fizeram em 2022. A iniciativa poderia ser liderada pela senadora Damares Alves (Republicanos), pela governadora reeleita do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e pela ex-ministra da Mulher Cristiane Britto (Republicanos).
A campanha ainda busca apoio de partidos que não declararam preferência entre Lula e Flávio. Os presidentes da federação formada por União Brasil e PP têm reunião marcada para terça-feira (6), em Brasília, com a bancada eleita. Aliados do senador dizem que os eleitores de candidatos de centro e de direita podem migrar para Flávio mesmo sem uma aliança formal. No primeiro semestre, ele tentou obter o apoio da federação e do Republicanos, mas concorreu com uma chapa formada apenas por seu partido.