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Sábado, 17 de outubro de 2026

Polícia Militar conduz porteiro após panelaço contra Flávio em Maceió

A PM afirma que a condução ocorreu após chamado por perturbação do sossego; o porteiro foi liberado, e a Corregedoria vai apurar a atuação dos agentes.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Manifestantes batem panelas à noite diante de um prédio residencial, com viaturas ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Manifestantes batem panelas à noite diante de um prédio residencial, com viaturas ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Edmilson foi levado à Central de Flagrantes durante um panelaço contra Flávio Bolsonaro, em Maceió, na noite de sexta-feira (16), e liberado após prestar esclarecimentos. A PM diz que recebeu chamado por perturbação do sossego. A defesa relata que ele teria sido informado de que estava preso por desacato. A Corregedoria vai apurar a conduta dos policiais.

Um porteiro identificado como Edmilson foi levado pela Polícia Militar à Central de Flagrantes na noite de sexta-feira (16), durante um panelaço contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), em Ponta Verde, bairro de Maceió. O ato ocorreu enquanto o candidato à Presidência concedia entrevista à TV Globo; Edmilson foi liberado depois de prestar esclarecimentos, e a conduta dos policiais será apurada pela Corregedoria-Geral da corporação.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas e a Polícia Militar afirmaram que o Centro de Operações da PM recebeu um chamado por perturbação do sossego. Segundo as instituições, o porteiro foi conduzido à delegacia por essa razão. Na Central de Flagrantes, foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), que será encaminhado às autoridades competentes para apuração.

O TCO é um registro usado para formalizar ocorrências de menor potencial ofensivo e encaminhá-las à análise da Justiça. A lavratura do documento não equivale, por si só, a uma condenação. As autoridades não detalharam qual possível infração foi atribuída a Edmilson no registro.

O advogado Matheus Gonzaga, responsável pela defesa do porteiro, relatou que seu cliente trabalhava na portaria quando decidiu participar do protesto, que reunia moradores do condomínio, da rua e de outros pontos do bairro. De acordo com Gonzaga, houve um princípio de confusão entre um morador de um prédio vizinho e um residente do edifício onde Edmilson trabalha, e a PM foi chamada.

Segundo o advogado, os policiais conversaram com um dos moradores envolvidos e pediram que o porteiro abrisse o portão do condomínio. Edmilson estava afastado da guarita e demorou a chegar, afirmou Gonzaga. Quando abriu o portão, teria sido informado de que estava preso por desacato a um policial, segundo a versão apresentada pela defesa.

Gonzaga disse que, na Central de Flagrantes, o delegado considerou que o caso poderia ser enquadrado como perturbação do sossego. O advogado contestou a condução do porteiro e afirmou que pretende acompanhar os desdobramentos. Em vídeo publicado nas redes sociais, classificou o episódio como cerceamento da liberdade de expressão e do direito à manifestação.

“Trata-se de uma violação, de um cerceamento da liberdade de expressão e do direito à livre manifestação do senhor Edmilson, que estava em seu posto de trabalho, juntou-se a tantos outros manifestantes e acabou sendo conduzido pela Polícia Militar à Central de Flagrantes”, declarou. A Secretaria de Segurança e a PM informaram que a Corregedoria-Geral vai apurar a atuação dos agentes envolvidos.

O panelaço foi convocado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para ocorrer durante a entrevista de Flávio à jornalista Renata Lo Prete, exibida após o Jornal Nacional. Moradores de diferentes cidades também registraram manifestações. Entre os locais citados estão Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Goiânia, Campinas e Salvador.

A TV Globo convidou os dois candidatos à Presidência para entrevistas. Na quinta-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da sabatina. A manifestação de sexta-feira foi direcionada contra Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Janones divulgou a convocação nas redes sociais e também administra o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, voltado a apoiadores do presidente. O grupo havia sido suspenso por determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, após pedido da campanha de Flávio, que alegou comportamento inautêntico, circulação de boatos e ações coordenadas para compartilhamento de mensagens. Depois, o canal voltou a funcionar com autorização do ministro, após a área técnica do tribunal afirmar que não identificou nas mensagens as notícias falsas mencionadas pela campanha.

Para entender

Termo Circunstanciado de Ocorrência
O TCO é um registro utilizado para formalizar ocorrências consideradas de menor potencial ofensivo e encaminhá-las às autoridades competentes. A lavratura do documento, por si só, não significa que a pessoa registrada tenha sido condenada.

Fontes: O Globo

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