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Sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Polícia Metropolitana investiga novas denúncias contra Russell Brand

As duas denúncias de estupro ainda estão sob investigação; o comediante foi condenado por estupro e agressão sexual, e terá a pena definida na segunda-feira (9).

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Fachada do Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Fachada do Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres.
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A Polícia Metropolitana de Londres investiga duas novas denúncias de estupro contra Russell Brand, condenado por estupro e agressão sexual. As acusações recentes ainda estão sob investigação. O comediante permanecerá sob custódia até a audiência de sentença, marcada para segunda-feira (9).

A Polícia Metropolitana de Londres investiga duas novas denúncias de estupro contra o comediante britânico Russell Brand, condenado por estupro e agressão sexual na quinta-feira (5), após julgamento no Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres. A pena será definida na segunda-feira (9), e ele permanecerá sob custódia até a audiência.

A investigação dos novos casos foi confirmada pelo comissário da Polícia Metropolitana, Mark Rowley. “Não me surpreenderia se muitas outras denúncias surgirem”, afirmou. O superintendente Andy Furphy disse esperar que a decisão do júri encoraje outras mulheres a procurar as autoridades.

O júri, composto por oito homens e quatro mulheres, considerou Brand culpado de uma acusação de estupro e uma de agressão sexual, depois de três semanas de julgamento. Ele foi absolvido de outras duas acusações de estupro e de uma tentativa de atentado ao pudor. A acusação de atentado ao pudor havia sido alterada para tentativa durante o processo.

As novas denúncias se somam às que levaram à investigação e ao julgamento. A Polícia Metropolitana criou uma equipe especial, chamada operação Actinolite, para reunir provas sobre relatos de episódios antigos. As primeiras acusações vieram a público em setembro de 2023, e as autoridades passaram três anos investigando o caso.

Segundo Furphy, a polícia colheu mais de 340 depoimentos de testemunhas, entre elas ex-empregadores, antigos colegas de trabalho e pessoas próximas a Brand. A equipe também ouviu centenas de pessoas. Um policial analisou livros, apresentações de comédia, DVDs de espetáculos e podcasts do comediante como parte da busca por elementos relevantes.

O tempo transcorrido desde os episódios relatados foi um dos desafios. O caso mais antigo teria ocorrido 27 anos antes, e a polícia não tinha imagens de câmeras de segurança nem provas periciais desses fatos. Os investigadores buscaram reconstruir onde as mulheres estavam, com quem conversaram depois e se haviam contado a alguém sobre o que ocorreu, além de analisar outros materiais que pudessem corroborar os relatos.

A fama de Brand e a ampla cobertura da imprensa também dificultaram o trabalho, de acordo com Furphy. O superintendente afirmou que a prioridade da polícia eram as mulheres que fizeram as denúncias. Ele disse que algumas enfrentaram um processo “profundamente desconfortável” e elogiou a decisão de testemunhar.

Brand foi interrogado formalmente quatro vezes. Nas primeiras ocasiões, entregou declarações preparadas nas quais disse não reconhecer as mulheres ou não se lembrar dos episódios. Também afirmou que, se tivesse mantido relações sexuais com elas, teriam sido consensuais. Em seguida, respondeu “nada a declarar” às perguntas dos investigadores.

Em abril de 2025, ele foi acusado de cinco crimes relacionados a denúncias de mulheres que procuraram a polícia depois da exibição do primeiro documentário do Channel 4 sobre o caso: estupro, estupro oral, duas agressões sexuais e atentado ao pudor. Em julho daquele ano, após um novo interrogatório, foi acusado de mais dois crimes, estupro e agressão sexual. Brand negou as acusações.

Durante o julgamento, as mulheres depuseram atrás de uma divisória, enquanto o réu acompanhava os relatos de uma área envidraçada reservada a acusados. Algumas choraram ao prestar depoimento. Uma ex-assistente pessoal disse ao júri que Brand tinha um “apetite sexual insaciável”, e um ex-amigo do comediante foi ouvido como testemunha de acusação.

A polícia começou a investigar denúncias contra Brand depois que relatos de quatro mulheres sobre estupro, agressão sexual e abuso emocional foram divulgados em 2023. Desde então, outras mulheres também procuraram as autoridades. A Polícia Metropolitana informou que espera que a condenação leve possíveis vítimas a apresentar novos relatos; as duas acusações recentes ainda estão sob investigação.

Brand, de 51 anos, foi um dos artistas mais conhecidos do Reino Unido. Atuou em filmes como “Ressaca de Amor” e “O Pior Trabalho do Mundo” e dublou personagens de animações como “Trolls” e “Minions 2: A Origem de Gru”.

Fontes: Folha de S.Paulo

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