Operação Frank Mobile inicia devolução de celulares recuperados
A entrega ocorre na sede do Ministério Público, no Centro, após a identificação dos donos; o programa SP Mobile já recuperou 38.028 aparelhos.
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Celulares roubados ou furtados recuperados pela Operação Frank Mobile começam a ser devolvidos nesta segunda-feira, na sede do Ministério Público de São Paulo. A ação integra o programa SP Mobile, que recuperou 38.028 aparelhos entre junho de 2025 e 23 de setembro de 2026. Desse total, 11.445 já haviam sido restituídos.
Celulares roubados ou furtados recuperados pela Operação Frank Mobile começam a ser devolvidos aos proprietários nesta segunda-feira, na capital paulista. A entrega é feita desde as 14h na sede do Ministério Público de São Paulo, na Rua Riachuelo, no Centro, após a identificação dos donos e o contato com eles.
A operação foi realizada em setembro por equipes das polícias Civil, Militar e Penal, em conjunto com o Ministério Público. Foram cumpridos 84 mandados de busca e apreensão e sete de prisão, além de prisões em flagrante. Segundo a polícia, toneladas de celulares sem comprovação de origem foram apreendidas.
A Frank Mobile integra o SP Mobile, programa que reúne informações e ações policiais para localizar aparelhos com registro de roubo ou furto, recuperá-los e devolvê-los às vítimas. Entre junho de 2025 e 23 de setembro de 2026, o programa recuperou 38.028 celulares; 11.445 haviam sido restituídos aos proprietários. Em 29 de setembro, outros aparelhos foram entregues a 268 vítimas.
A apuração sobre a cadeia criminosa durou dois anos e foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, junto com a área de inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP). A investigação identificou etapas como a revenda dos celulares.
O trabalho de localização começa pelo cruzamento de boletins de ocorrência com dados das linhas telefônicas que estão sendo usadas. Quando a Polícia Civil identifica um aparelho roubado ou furtado em uso por outra pessoa, essa pessoa pode ser chamada a explicar como o obteve e a apresentá-lo em uma unidade policial.
Se houver indícios de que o usuário desconhecia a origem criminosa, o caso é analisado para que o celular possa ser devolvido ao proprietário. Quando há suspeita de que ele sabia da procedência ilegal, a polícia aprofunda a investigação para apurar eventual responsabilidade. Se a notificação não for atendida, a Polícia Civil pode fazer buscas para localizar o aparelho e esclarecer os fatos.
Depois da recuperação, as equipes identificam o dono e organizam a restituição. O procedimento permite separar quem pode ter comprado um celular sem conhecer sua origem de pessoas cuja possível participação na cadeia de revenda precisa ser investigada.