Pular para o conteúdo
Sábado, 17 de outubro de 2026

Mortes por doenças cardiovasculares podem subir 10,8% até 2030

Projeção da Sociedade Brasileira de Cardiologia aponta 462.573 óbitos, enquanto o Cardiômetro registrou 318.945 mortes no país até 16 de outubro de 2026.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Cardiologista analisa dados sobre doenças cardiovasculares em um centro de pesquisa. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Cardiologista analisa dados sobre doenças cardiovasculares em um centro de pesquisa.
Resumo em 30 segundos

As mortes por doenças cardiovasculares podem passar de 417.550 em 2024 para 462.573 em 2030, se as tendências recentes continuarem. Apesar da alta prevista no total, a taxa caiu 36% entre 2000 e 2024. O painel da Sociedade Brasileira de Cardiologia permite consultar dados por estado, sexo e faixa etária.

As mortes por doenças cardiovasculares no Brasil podem subir 10,8% até 2030, chegando a 462.573, ante 417.550 em 2024, caso as tendências das últimas duas décadas continuem. A estimativa é da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e integra um novo painel de dados lançado pela entidade com a World Heart Federation (WHF), no Rio de Janeiro.

O Cardiômetro, ferramenta da SBC incorporada à plataforma, registrava 318.945 mortes por essas doenças até 16 de outubro de 2026. Isso equivale a uma média de 1.194 óbitos por dia, cerca de 50 por hora — ou uma morte a cada 72 segundos. As doenças cardiovasculares incluem problemas que afetam o coração e os vasos sanguíneos.

O cardiologista Antonio Luiz Pinho Ribeiro, coordenador do painel, disse que a projeção para 2030 é um cenário provável, não uma previsão exata. Mudanças nos fatores de risco, no acesso a diagnóstico e tratamento e nas políticas de prevenção podem alterar o resultado, afirmou.

Embora o total de mortes possa crescer, a taxa de mortalidade caiu nas últimas duas décadas. Em 2024, foram 195 óbitos por 100 mil habitantes, 36% abaixo do índice de 2000, quando a taxa era de 306,4 por 100 mil. A diferença entre o número total e a taxa considera, entre outros fatores, o tamanho da população.

Os dados variam entre os estados. Alagoas teve a maior taxa, com 245,5 mortes por 100 mil habitantes, seguido pelo Amapá, com 225,1, e por Mato Grosso do Sul, com 220,4.

O painel reúne registros de mortalidade de 2000 a 2024 e estimativas para os anos seguintes. Para compor os indicadores, utiliza informações do Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde, estimativas epidemiológicas do Global Burden of Disease 2023 e dados populacionais do DataSUS, elaborados a partir de informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

A plataforma permite consultar totais e taxas de mortes, acompanhar a evolução ao longo do tempo e comparar resultados por estado, sexo e faixa etária. Foi apresentada na abertura do 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, realizado no Rio de Janeiro junto ao Congresso Mundial de Cardiologia.

A SBC aponta que controlar hipertensão e diabetes, reduzir o tabagismo, combater a obesidade e o sedentarismo e atender rapidamente casos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC) são medidas que podem influenciar a tendência. O painel busca organizar informações para pesquisadores, profissionais de saúde e gestores públicos.

Para entender

Cardiômetro
Ferramenta da Sociedade Brasileira de Cardiologia que acompanha o total de mortes por doenças cardiovasculares no país. Os registros apresentados são atualizados ao longo do ano e integram o painel de dados da entidade.
World Heart Federation
Organização internacional que reúne entidades de cardiologia e atua na prevenção e no enfrentamento das doenças cardiovasculares. A entidade mantém parcerias e iniciativas com organizações de saúde em diferentes países.

Fontes: O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também