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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Milei compara socialismo ao fascismo diante de Sánchez em Madri

Na plenária da Cúpula Ibero-Americana, o presidente argentino criticou agendas progressistas e fez novas declarações em meio a confrontos com o líder espanhol.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Javier Milei discursa em um encontro internacional em uma galeria de Madri. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Javier Milei discursa em um encontro internacional em uma galeria de Madri.
Resumo em 30 segundos

Javier Milei afirmou que socialismo e fascismo compartilham características durante a Cúpula Ibero-Americana, em Madri, diante de Pedro Sánchez. Os dois líderes trocaram um cumprimento breve, mas não têm reuniões previstas. O encontro ocorre em meio a ausências de presidentes latino-americanos e a poucas semanas das eleições gerais espanholas.

O presidente da Argentina, Javier Milei, comparou o socialismo ao fascismo nesta quinta-feira (5), durante a plenária da Cúpula Ibero-Americana, em Madri. A declaração foi feita diante do presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, anfitrião do encontro e adversário político de Milei.

“Essa equivalência entre socialistas e fascistas não é casual, eles compartilham o ódio pelo livre mercado, adoram a intervenção do Estado, estatizam empresas, regulam a economia, controlam os meios de comunicação e se dedicam a espalhar propaganda e doutrinação”, afirmou o argentino. Em seguida, disse que “o socialismo é fascista na política, e o fascismo é socialista na economia”.

Milei criticou o avanço na Europa de agendas que, segundo ele, se apresentam como progressistas. O discurso ocorreu na Galeria das Coleções Reais, espaço próximo ao Palácio Real, durante a 30ª edição da cúpula, que reúne 22 países: 19 latino-americanos, Espanha, Portugal e Andorra.

Na chegada ao evento, Milei e Sánchez trocaram um cumprimento breve. O espanhol não citou o argentino no discurso de abertura e defendeu o diálogo e a cooperação nas relações internacionais, em contraposição à força, à subordinação, ao isolamento e ao unilateralismo.

A relação entre os dois líderes é marcada por confrontos públicos. Duas semanas antes, durante visita a Madri, Milei chamou Sánchez de “ditador inadmissível” e “corrupto” e pediu aos espanhóis que tirassem os socialistas “a pontapés”. Sánchez respondeu dizendo-se “zurdo”, termo usado por Milei para criticar pessoas de esquerda, e afirmou que as motosserras e os cortes drásticos não constroem, mas destroem.

Em 2024, Milei também provocou uma crise diplomática ao chamar de “corrupta” a esposa de Sánchez, que era investigada por tráfico de influência. O presidente argentino não participou da abertura da cúpula na quarta-feira nem do jantar oferecido pelo rei Felipe VI. Em vez disso, encontrou-se com Santiago Abascal, líder da extrema direita espanhola e seu aliado. Milei não tem reuniões previstas com Sánchez ou com o rei.

A ausência de vários líderes latino-americanos, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a mexicana Claudia Sheinbaum, marca o encontro. Também participam representantes de direita da região, como José Antonio Kast, do Chile, Laura Fernández, da Costa Rica, Rodrigo Paz, da Bolívia, e Nasry Asfura, de Honduras.

A cúpula ocorre poucas semanas antes das eleições gerais espanholas, marcadas para 29 de novembro. Pesquisas citadas indicam vantagem da direita, mas sem maioria absoluta; nesse cenário, a formação de um governo dependeria do apoio da extrema direita.

Para entender

Cúpula Ibero-Americana
Fórum de diálogo e cooperação que reúne países de língua espanhola e portuguesa da América e da Europa. Os encontros juntam representantes dos governos participantes para discutir temas comuns e relações entre as nações.

Fontes: Zero Hora

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