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Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Microsoft corrige falha no Authenticator para Android

A versão 6.2606.4246 ou posterior corrige a vulnerabilidade, que poderia expor tokens de acesso a contas corporativas; usuários devem atualizar o app.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pessoa segura um celular com uma tela genérica de autenticação, diante de um escritório desfocado. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pessoa segura um celular com uma tela genérica de autenticação, diante de um escritório desfocado.
Resumo em 30 segundos

Uma falha no Microsoft Authenticator para Android podia permitir que aplicativos maliciosos obtivessem tokens de acesso a contas corporativas. A Microsoft corrigiu o problema na versão 6.2606.4246, lançada no mês passado. A orientação é atualizar o aplicativo para essa versão ou uma mais recente; a mudança de sistema operacional não substitui a atualização.

Uma falha no Microsoft Authenticator para Android podia permitir que aplicativos maliciosos obtivessem tokens de acesso a contas corporativas. A Microsoft corrigiu o problema na versão 6.2606.4246, lançada no mês passado, e recomenda que os usuários atualizem o aplicativo para essa versão ou uma mais recente.

Registrada como CVE-2026-80097, a vulnerabilidade recebeu nota 8,6 de gravidade. Ela foi identificada pelo pesquisador Ofek Levin, em um trabalho ligado à empresa de segurança Enclave, cujo relatório descreveu como o aplicativo processa pedidos de autenticação feitos por outros programas.

Além de gerar códigos de verificação, o Authenticator funciona como intermediário de acesso, chamado de “broker”. Aplicativos como Teams e Outlook podem solicitar a ele tokens, que servem como credenciais digitais para comprovar que uma pessoa está autenticada e permitir o acesso a serviços da Microsoft.

A brecha envolvia um componente interno do Authenticator que podia ser acionado por outros aplicativos instalados no celular. Um programa malicioso podia iniciar uma solicitação e se apresentar como um aplicativo legítimo, como o Teams. O Authenticator verificava se o aplicativo alegado estava instalado, mas não usava adequadamente a informação sobre qual programa havia iniciado o pedido.

Nos testes descritos pela Enclave, uma solicitação que se passava pelo Teams conseguiu obter permissões para acessar recursos do Microsoft Graph. Entre as ações possíveis estavam ler e enviar e-mails, consultar e alterar arquivos e administrar calendários corporativos. Tokens desse tipo funcionam como passes digitais: quem os obtém pode acessar os serviços abrangidos pelas permissões concedidas.

A Enclave afirmou que sua prova de conceito conseguiu obter tokens sem interação da vítima, desde que a conta já estivesse conectada ao gerenciador. A Microsoft, por sua vez, informou que a exploração exigia a instalação prévia de um aplicativo malicioso e que o usuário concluísse um fluxo de autenticação no Authenticator. “A exploração bem-sucedida exige que um invasor convença o usuário a concluir um fluxo de autenticação”, afirmou a empresa.

A Microsoft classificou o risco de ataque como menos provável e disse não haver registros de exploração maliciosa antes da correção. A medida indicada para usuários de Android é verificar a versão do aplicativo na loja oficial e instalar a 6.2606.4246 ou posterior. Empresas que administram celulares corporativos também podem exigir uma versão mínima por meio de ferramentas de gerenciamento de dispositivos.

A atualização é a providência central para corrigir a falha; mudar de Android para iPhone ou remover a conta do aplicativo não substitui a instalação da versão corrigida. A recomendação se aplica ao Microsoft Authenticator, não a um número específico de versão do Android.

Para entender

Tokens de acesso
Credenciais digitais emitidas após a autenticação. Elas permitem que aplicativos acessem serviços e dados de uma conta dentro das permissões concedidas, sem que a pessoa precise informar a senha a cada solicitação.
Microsoft Graph
Interface de programação da Microsoft que permite a aplicativos acessar dados e recursos de serviços da empresa, como e-mails, arquivos e calendários, conforme as permissões autorizadas.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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